Os portos sob gestão da Codeba movimentaram 1.908.125 toneladas de cargas em agosto de 2026, alta de 12,54% sobre o mesmo mês de 2025, segundo balanço divulgado em 28 de setembro. Cargas destinadas à exportação cresceram 40,27% nessa comparação. Os números incluem diferentes produtos e também o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, sob gestão transitória da companhia. Portanto, não representam exclusivamente cargas agropecuárias nem apenas o movimento dos terminais baianos.
Aratu e Salvador mostram rotas distintas
O Porto de Aratu-Candeias movimentou 798.498 toneladas em agosto, alta de 45,66%, com destaque para soja e nafta. A Codeba não separou, nessa nota, a tonelagem de cada produto. No Porto de Salvador, o volume chegou a 666.851 toneladas, com participação de fertilizantes e cargas conteinerizadas. A autoridade portuária também menciona rota semanal com a China. Para entender o efeito sobre o agro, será necessário levantar o volume por mercadoria, origem, destino e custo logístico.
Infraestrutura conecta produção a compradores
Armazéns, estradas, terminais e programação de navios influenciam o preço líquido recebido pelo produtor e a capacidade de uma empresa cumprir contratos. O avanço de movimentação é um sinal de atividade, mas não comprova sozinho redução de custo ou abertura de mercado. A matéria deve mapear quem usa os terminais, onde surgem gargalos e quais investimentos planejados podem ampliar a competitividade de cadeias do Nordeste. Ilhéus também registrou alta de 71,44% no volume movimentado em agosto, segundo a Codeba.
O que muda na prática para o produtor
• Separar dados de soja e fertilizantes dos demais tipos de carga.
• Comparar custo de frete e tempo de embarque por rota.
• Acompanhar intervenções e capacidade operacional antes de projetar ganhos.
Próximos passos
Solicitar à Codeba estatísticas por produto e terminal, ouvir exportadores e transportadores e apurar custos, prazos e investimentos em Aratu, Salvador e Ilhéus.
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