Nutrição de ovinos e caprinos ganha um novo direcionamento no Brasil com o lançamento de um sistema nacional adaptado ao semiárido. A iniciativa surge como resposta a um problema recorrente no campo: o uso de padrões internacionais que não refletem a realidade tropical.
O novo modelo foi desenvolvido por universidades brasileiras, com participação da Universidade Federal do Ceará, após anos de pesquisa sobre exigências nutricionais específicas. O objetivo é claro: melhorar a eficiência produtiva e reduzir desperdícios na alimentação animal.
Sistema brasileiro adapta nutrição à realidade do semiárido
Durante anos, produtores utilizaram tabelas internacionais para formular rações. No entanto, esses parâmetros foram criados para animais em clima temperado. Isso gera distorções quando aplicados em regiões como o Nordeste.
Com o sistema brasileiro, a nutrição passa a considerar fatores locais. Isso inclui clima, disponibilidade de insumos e comportamento dos animais. Como resultado, a formulação das rações se torna mais precisa e eficiente.
Essa mudança impacta diretamente a produtividade. Além disso, fortalece a tomada de decisão baseada em dados mais próximos da realidade do produtor.
Redução de custos na alimentação animal
Um dos principais avanços está na redução do uso de proteína nas rações. Tradicionalmente, produtores utilizam níveis entre 16% e 18%. No entanto, o novo sistema aponta que 12% já são suficientes em muitos casos.
Essa diferença tem impacto direto no custo de produção. O farelo de soja, principal fonte de proteína, é um dos insumos mais caros. Quando utilizado em excesso, não gera ganho adicional de peso no animal.
Além disso, o excesso de proteína é eliminado pelo organismo. Ou seja, parte do investimento é literalmente desperdiçada. Com a nova recomendação, o produtor reduz custos sem comprometer o desempenho do rebanho.
Outro ponto relevante está na mineralização. O uso excessivo de fósforo também foi identificado como desnecessário em dietas bem balanceadas. Isso reforça a importância de ajustes técnicos na alimentação.
Impacto direto na produtividade e competitividade
A adoção do sistema brasileiro tende a melhorar a rentabilidade. Com menor custo e maior eficiência alimentar, o produtor ganha margem e previsibilidade.
No Ceará, onde o rebanho de caprinos e ovinos tem forte presença, o impacto é ainda mais significativo. A atividade já é tradicional e representa uma fonte importante de renda no campo.
Além disso, o uso de recursos locais, como palma forrageira e silagem, ganha relevância. A combinação entre conhecimento técnico e insumos regionais fortalece a sustentabilidade da produção.
A ferramenta já está disponível em formato digital. Isso facilita o acesso e amplia o alcance entre produtores de diferentes portes.
No médio e longo prazo, a tendência é de maior competitividade. A nutrição ajustada à realidade brasileira posiciona o setor de forma mais eficiente no mercado.
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