A cajucultura cearense ganha novo impulso com o lançamento da cultivar BRS 805, apresentada pela Embrapa como parte do programa de melhoramento genético da unidade. A nova variedade é direcionada ao litoral oeste do Ceará e promete elevar o patamar produtivo da cultura no estado.
Com adoção do sistema de produção recomendado, a BRS 805 pode superar duas toneladas por hectare, ampliando significativamente o desempenho frente às médias atuais.
Produtividade depende de manejo
Embora a genética represente avanço importante, a Embrapa reforça que produtividade não depende apenas da variedade plantada. O Ceará registra média aproximada de 600 kg de castanha por hectare em áreas com cajueiro anão, enquanto o potencial mínimo das cultivares melhoradas pode alcançar 1.200 kg por hectare — ou mais, quando manejadas corretamente.
A diferença está na aplicação do pacote tecnológico: preparo adequado da área, formação da copa, nutrição equilibrada e condução técnica ao longo dos primeiros anos da planta.
Vitrines tecnológicas unem teoria e prática
Para garantir que o produtor aproveite o potencial das novas cultivares, a Embrapa, em parceria com a FAEC e prefeituras como Beberibe e Cascavel, implantou vitrines tecnológicas nos municípios.
O projeto funciona como uma sala de aula a campo com duração de quatro anos. Durante esse período, técnicos da Embrapa acompanham todas as etapas do sistema produtivo — do plantio à primeira colheita — com visitas de seis a oito vezes por ano.
A proposta é capacitar não apenas os produtores que recebem as vitrines, mas também técnicos e agricultores da região, criando um ambiente de disseminação tecnológica contínua.
Integração fortalece a cajucultura
Além da BRS 805, a Embrapa já disponibiliza outras 14 cultivares que apresentam desempenho superior ao cajueiro comum. O desafio agora é transformar potencial genético em produtividade real no campo.
Com genética aprimorada, assistência técnica e capacitação prática, a expectativa é elevar a competitividade da cajucultura cearense, fortalecer renda e ampliar a sustentabilidade da cadeia.
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