O mercado de biodefensivos mantém ritmo acelerado de expansão no Brasil. O setor cresce impulsionado por avanços regulatórios, demanda por sustentabilidade e maior adoção de tecnologias biológicas no agronegócio. Apesar dos desafios, o cenário aponta para consolidação e forte evolução nos próximos anos.
Regulação fortalece o mercado de biodefensivos
O avanço do mercado de biodefensivos ganhou força com a criação do Marco Nacional de Bioinsumos, instituído pela Lei nº 15.070/2024. A legislação ampliou o conceito de bioinsumos e centralizou regras que antes estavam dispersas. Contudo, a falta de normativas complementares ainda gera insegurança jurídica, com regulamentação definitiva prevista para dezembro de 2025.
Mesmo com esse entrave, a expectativa é de crescimento sólido. A análise da Céleres indica avanço médio ponderado de 20% ao ano, reflexo do interesse crescente por tecnologias sustentáveis e da pressão global por cadeias produtivas de baixo impacto ambiental.
Dinâmica de preços e projeções para 2030
A expansão dos biodefensivos convive com oscilações de mercado. A redução dos preços das matérias-primas e a entrada de genéricos químicos desaceleraram parte do crescimento. Ainda assim, o setor segue em trajetória positiva.
A projeção é que o mercado alcance R$ 14,4 bilhões em 2030. Bioinseticidas e biofungicidas devem representar cerca de 72% do faturamento total. A ampliação da presença internacional das empresas brasileiras e o avanço de novas tecnologias fortalecem esse movimento.
Um novo relatório setorial também indica que 2026 será marcado pela consolidação dos biofungicidas e bionematicidas, com expectativa de crescimento de 15% no país.
Consolidação, investimentos e perspectiva para 2026
O segmento passa por intensa consolidação. O ano de 2025 registrou um dos maiores volumes de fusões e aquisições desde 2021, envolvendo companhias com portfólios diversificados de biodefensivos. O interesse de investidores e grupos internacionais reforça a relevância estratégica do setor.
Para 2026, o cenário permanece positivo. O alto nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento, a ampliação de capacidade industrial e a busca por práticas agrícolas mais sustentáveis devem sustentar o avanço. A definição regulatória completa será decisiva para destravar novos aportes e acelerar a competitividade das tecnologias biológicas.
O mercado brasileiro de biodefensivos se consolida como pilar estratégico da agricultura de baixo impacto. A combinação entre inovação, expansão produtiva e amadurecimento regulatório indica um ciclo de crescimento contínuo. A tendência é que o setor fortaleça sua presença nacional e internacional, ampliando o acesso a soluções sustentáveis e eficientes.
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