A Serra da Ibiapaba ganha mais um exemplo de inovação aplicada ao hortifrúti. Em Ubajara, uma produtora rural realizou a colheita dos primeiros 1.000 pés de alface cultivados em sistema hidropônico, com acompanhamento técnico da Ematerce, e já planeja a implantação da aquaponia como próximo passo.
A iniciativa reforça o uso de tecnologia como estratégia de previsibilidade produtiva na região serrana do Ceará.
Hidroponia: controle e regularidade
No sistema hidropônico, as plantas se desenvolvem sem solo, recebendo nutrientes diretamente na água. O modelo oferece:
- Maior controle sanitário
- Uso mais eficiente da água
- Produção padronizada
- Redução de perdas climáticas
- Colheitas mais previsíveis
Para regiões com variações climáticas, o sistema reduz a dependência direta das chuvas e permite melhor planejamento de mercado.
Próximo passo: aquaponia
O planejamento da produtora inclui a adoção da aquaponia — sistema integrado que combina cultivo de hortaliças com criação de peixes.
Nesse modelo:
- Os resíduos produzidos pelos peixes servem como nutrientes para as plantas
- A água circula em sistema fechado
- O consumo hídrico é reduzido
- O produtor diversifica a fonte de renda
É uma evolução natural para quem já domina a hidroponia e busca ampliar eficiência e sustentabilidade.
Por que isso importa?
A experiência na Serra da Ibiapaba mostra uma rota prática de tecnologia para regiões de semiárido e serra:
- Reduz risco climático
- Melhora previsibilidade de oferta
- Amplia regularidade de renda
- Fortalece o hortifrúti regional
Com assistência técnica e organização produtiva, pequenos e médios produtores conseguem elevar padrão e estabilidade de mercado.
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