INTRODUÇÃO
Os fertilizantes no Nordeste voltam a ser produzidos em larga escala com a retomada das fábricas de nitrogenados da Petrobras na Bahia e em Sergipe. As operações reforçam a oferta interna de ureia, amônia e Arla 32, reduzindo a dependência externa em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro.
Produção de fertilizantes no Nordeste é retomada
A retomada das unidades marca uma nova fase para o setor. Em Sergipe, a fábrica reiniciou a produção de amônia no fim de dezembro e passou a produzir ureia no início de janeiro. Na Bahia, a planta concluiu a manutenção e avança no processo de comissionamento, com expectativa de iniciar a produção ainda neste mês.
As duas plantas receberam R$ 76 milhões em investimentos iniciais. A reativação já gera 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos, promovendo impacto imediato na economia regional.
Capacidade produtiva reforça autonomia nacional
As fábricas ampliam a oferta interna de insumos essenciais ao agronegócio. A unidade de Sergipe, instalada em Laranjeiras, tem capacidade de produzir 1.800 toneladas diárias de ureia, o equivalente a 7% do mercado nacional. A fábrica da Bahia, situada em Camaçari, pode produzir 1.300 toneladas por dia, representando 5% da demanda brasileira.
A operação baiana inclui ainda os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu. Com a retomada das duas unidades e a atuação da Araucária Nitrogenados, no Paraná, a Petrobras passará a atender 20% de toda a demanda nacional de ureia. A expectativa da companhia é alcançar 35% com a conclusão de uma nova planta no Mato Grosso do Sul.
Impacto no agronegócio e na matriz industrial
O aumento da produção de nitrogenados reforça a segurança do abastecimento interno. A ureia será destinada tanto ao uso agrícola quanto à alimentação de ruminantes. Outros setores também se beneficiam, como as indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.
A produção de Arla 32 contribui para reduzir emissões veiculares e fortalecer políticas ambientais. Segundo a Petrobras, a retomada reduz a dependência externa, amplia a oferta de insumos essenciais e melhora a alocação do gás natural utilizado como matéria-prima, elevando o valor agregado para a indústria e para o agronegócio.
CONCLUSÃO
A retomada das unidades de fertilizantes amplia a capacidade nacional, reforça a competitividade do agronegócio e reduz a vulnerabilidade externa. O movimento consolida um avanço estratégico para o Nordeste e para o país, com impactos diretos na cadeia produtiva, na geração de empregos e na segurança do abastecimento.







