Ceará avança nas vendas externas apesar de barreiras comerciais
Exportações do Ceará registraram o maior crescimento do Brasil em 2025 na comparação com o ano anterior. O resultado ocorreu mesmo com um cenário internacional marcado por barreiras comerciais e pelo tarifácio dos Estados Unidos, citado como um dos fatores de pressão para o Estado.
Os embarques cearenses alcançaram US$ 2,3 bilhões em 2025, após um patamar próximo de US$ 1,5 bilhão no ano anterior. A alta foi de 56%. O desempenho colocou o Ceará à frente de outras unidades da federação no ritmo de expansão das vendas ao exterior.
Exportações do Ceará são puxadas pela siderurgia e por setores industriais
A siderurgia foi apontada como o principal motor das exportações estaduais. O segmento somou US$ 1,18 bilhão e mais do que dobrou o valor registrado no ano anterior. Com isso, o setor reforçou a posição do Estado em mercados internacionais, mesmo diante de incertezas externas.
Além da siderurgia, outras cadeias produtivas também contribuíram para o avanço. Entre os destaques aparecem calçados, óleos e gorduras vegetais e minerais não metálicos. Esse mix ampliou a resiliência das exportações do Ceará e reduziu a dependência de um único produto.
Fruticultura e pescados ampliam mercados e sustentam o desempenho
A fruticultura ganhou força com ações de promoção e expansão de área, segundo o relato. O melão foi citado como a cultura mais exportada, com crescimento de produção e ampliação de mercados. Esse movimento ajudou a manter fluxo de embarques mesmo com volatilidade no comércio global.
No caso dos pescados, o cenário foi descrito como mais sensível. Parte das tarifas teria sido retirada para produtos brasileiros, mas o pescado permaneceu fora desse alívio. Ainda assim, o setor buscou alternativas, com redirecionamento para outros mercados e manutenção parcial das vendas para os Estados Unidos.
Incentivos e novas frentes de mercado orientam a estratégia para 2026
O resultado de 2025 foi associado ao diálogo com o setor produtivo e ao uso de instrumentos de incentivo. Entre eles, foi citado o FDI, Fundo de Desenvolvimento Industrial, com medidas para mitigar impactos do tarifácio sobre empresas exportadoras. Também foi mencionada a extensão de apoio ao setor de pescados até fevereiro, como forma de dar fôlego no curto prazo.
Para 2026, a expectativa é de continuidade da expansão. A reabertura do mercado da União Europeia para pescados foi apontada como uma meta, com auditoria prevista a partir de julho. A diversificação de destinos tende a reduzir a dependência do mercado norte-americano e fortalecer a competitividade do “Made in Ceará” no exterior.
O avanço das exportações do Ceará em 2025 combinou força industrial, abertura de mercados para frutas e medidas de apoio ao setor produtivo. Mesmo sob barreiras comerciais, o Estado registrou crescimento acima da média nacional. Para 2026, a estratégia indicada passa por ampliar destinos, consolidar incentivos e buscar novas frentes, como a União Europeia, para sustentar o ritmo de expansão.
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