Portanto, as tarifas impostas pelos Estados Unidos criaram um novo cenário para a exportação carne Brasil. A decisão do governo americano de elevar as taxas em 50% levou a um rearranjo global, abrindo espaço para que o México e outros países assumam protagonismo no fornecimento aos norte-americanos.
Impactos imediatos no mercado
Assim, o México surge como grande beneficiado. Ao ampliar exportações para os Estados Unidos, precisará reforçar suas compras de carne brasileira. Dessa forma, a exportação carne Brasil encontra uma oportunidade de crescimento em meio ao tarifaço.
Além disso, dados da Abiec mostram que, em 2023, o México já havia se tornado o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, superando os EUA. Esse movimento comprova a tendência de dependência crescente do país vizinho em relação ao Brasil.
Oportunidades para o Brasil
Consequentemente, o Brasil deve ocupar os espaços deixados por concorrentes como a Austrália. Ao priorizar o mercado norte-americano, os australianos podem reduzir a presença em outras regiões. Nesse cenário, o Brasil pode preencher o vácuo e consolidar novas parcerias comerciais.
Ao mesmo tempo, a demanda aquecida globalmente fortalece ainda mais o papel do Brasil. Segundo especialistas do Cepea, a menor oferta de gado em países exportadores encarece os preços, estimulando importadores a buscar alternativas mais competitivas, como a brasileira.
Projeções para 2025
Atualmente, a consultoria Athenagro projeta aumento de 7,5% nas exportações neste ano, superando as 2,87 milhões de toneladas registradas em 2024. Além disso, o acumulado de janeiro a julho já apresenta alta superior a 13%. Esses números comprovam que, apesar das tarifas, a exportação carne Brasil segue fortalecida.
Novos mercados em negociação
Ainda assim, não é apenas o México que pode impulsionar os embarques brasileiros. Japão e outros países asiáticos estão em negociações para ampliar a entrada da carne nacional. Essa abertura ajudará a diversificar ainda mais a carteira de clientes.
Conclusão
Finalmente, o cenário atual demonstra que a tarifa norte-americana não representa um retrocesso definitivo. Pelo contrário, o Brasil aproveita o rearranjo para ampliar mercados, garantir preços sustentados e fortalecer sua posição como maior exportador global.
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