O clima voltou a dividir o mapa produtivo do Brasil nesta segunda quinzena de fevereiro. Enquanto o Sul do país registra retorno das chuvas, favorecendo o desenvolvimento das lavouras, áreas do Centro-Oeste operam sob tempo mais seco, acelerando o ritmo de colheita após períodos de instabilidade.
A mudança no padrão climático tende a provocar oscilações regionais nas bases de preço, especialmente na soja, refletindo diferentes níveis de oferta e fluxo de comercialização.
Chuvas fortalecem lavouras no Sul
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a retomada das precipitações melhora as condições das lavouras, principalmente para áreas ainda em enchimento de grãos. A regularização hídrica reduz estresse das plantas e melhora o potencial produtivo em regiões que vinham monitorando perdas pontuais.
Com maior expectativa de produtividade, o mercado pode reagir com cautela nas bases locais, à medida que aumenta a confiança na oferta futura.
Centro-Oeste acelera colheita e pressiona fluxo
Já em estados como Mato Grosso e Goiás, o tempo mais firme favorece o avanço das máquinas no campo. Após interrupções causadas por chuvas recentes, produtores intensificam a colheita e ampliam o volume disponível nos armazéns.
Quando a oferta avança rapidamente, a base regional tende a ceder, especialmente em regiões com maior concentração de entrega nos portos ou esmagadoras.
Duas realidades de preço no mesmo país
O contraste climático cria um cenário de mercado seletivo. Onde o fluxo de grãos corre com intensidade, compradores ajustam preços. Onde o clima atrasa operações ou mantém risco produtivo, a base pode firmar por falta de oferta imediata.
Para regiões como MT, PR, GO e Matopiba, o impacto aparece no ritmo de originação, na programação logística e na formação de prêmios nos portos.
Clima redefine estratégia de venda
Em um cenário de volatilidade climática, a estratégia comercial ganha importância. Micro-oportunidades regionais surgem conforme o avanço da colheita e a evolução das chuvas. A combinação entre CBOT, câmbio e prêmio tende a refletir esse novo equilíbrio entre oferta imediata e expectativa produtiva.
O mercado segue atento ao comportamento das próximas frentes frias e à consolidação do padrão climático nas próximas semanas.
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