A Ceasa-CE e a Secretaria dos Direitos Humanos (Sedih) realizaram, nesta sexta-feira (26), uma ação educativa de combate ao trabalho escravo contemporâneo no entreposto de Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza.
A iniciativa reforça o compromisso das instituições com o cumprimento da legislação trabalhista e a promoção de práticas responsáveis ao longo da cadeia de abastecimento agrícola.
⚖️ Foco em regularidade e responsabilidade social
Durante a ação, equipes realizaram abordagens educativas junto a comerciantes, trabalhadores e prestadores de serviço que atuam no entreposto.
O objetivo foi orientar sobre direitos, deveres e riscos associados à informalidade nas relações de trabalho, especialmente em atividades de carga, descarga, limpeza, transporte e comercialização de produtos hortigranjeiros.
A Ceasa-CE destacou que o combate ao trabalho escravo vai além da fiscalização punitiva, sendo também uma estratégia de educação preventiva.
A Sedih reforçou que o enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão é uma pauta permanente, com foco na proteção de direitos humanos e na promoção de condições dignas de trabalho.
🧾 Conformidade e impacto na cadeia do agro
A ação marca um avanço na agenda de conformidade (compliance) dentro da cadeia de abastecimento cearense.
Empresas e comerciantes passam a ser cobrados com maior rigor por documentação regular, contratos formais e registros adequados de colaboradores.
Essa adequação é essencial para o acesso a mercados institucionais e privados, como grandes redes varejistas e programas públicos de compras, que exigem critérios socioambientais e trabalhistas em seus fornecedores.
“A conformidade trabalhista não é apenas uma exigência legal, mas também um diferencial competitivo. O produtor e o comerciante que seguem boas práticas garantem reputação, previsibilidade e acesso a novos mercados”, destacou um técnico da Ceasa-CE durante a ação.
🌱 Por que importa
A regularização das relações de trabalho reduz riscos jurídicos e reputacionais para os agentes da cadeia agroalimentar.
Além disso, fortalece o posicionamento do agro cearense como setor responsável e sustentável, alinhado aos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança).










