Menos burocracia na cadeia de soja pode destravar investimentos
A cadeia de soja pode ser uma das mais beneficiadas com a aprovação da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), aprovada pelo Senado em 21 de maio. A medida visa simplificar e unificar as regras para concessão de licenças ambientais em todo o país.
Embora a nova legislação não modifique diretamente os processos de desmatamento, ela representa um avanço importante na logística e na infraestrutura rural. Por isso, o setor de soja observa com otimismo os próximos passos da tramitação, que agora retorna à Câmara dos Deputados.
Cadeia de soja deve ganhar agilidade em obras estruturantes
Além disso, a aprovação da lei pode acelerar projetos como armazéns, estradas, usinas e ferrovias. A cadeia de soja depende dessas estruturas para garantir escoamento rápido e redução de perdas logísticas.
Consequentemente, investimentos em corredores logísticos como a Ferrogrão poderão ser viabilizados com mais rapidez. Isso amplia a competitividade da produção nacional frente aos principais exportadores globais.
Redução da burocracia estimula expansão industrial
Por outro lado, agroindústrias e usinas de etanol ligadas à soja também devem se beneficiar. Com processos menos burocráticos, essas iniciativas podem sair do papel com mais segurança jurídica e previsibilidade.
Com isso, a cadeia de soja tende a atrair novos investimentos em regiões estratégicas, principalmente no Centro-Oeste, onde o avanço agrícola exige suporte logístico eficiente.
Impacto indireto na sustentabilidade da soja
Ainda que a lei não flexibilize o controle ambiental em áreas sensíveis, ela estabelece critérios claros e uniformes. Isso melhora o diálogo entre produtores, órgãos ambientais e investidores.
Portanto, a modernização das regras de licenciamento ambiental pode representar uma base sólida para equilibrar produção e preservação ambiental.