Após décadas de negociação, Mercosul e União Europeia fecharam um acordo comercial que combina redução ampla de tarifas com cotas rígidas e salvaguardas específicas para produtos agropecuários. A nova estrutura tarifária cria uma abertura gradual, mas condicionada a limites de volume e mecanismos de proteção para produção europeia.
Segundo o documento, setores como carne bovina, etanol, açúcar e aves serão beneficiados com acesso ampliado, porém sob um regime de cotas que restringe a expansão imediata das exportações. Ao mesmo tempo, a UE reforça exigências de conformidade ambiental e sanitária, estabelecendo novos padrões que os exportadores do Mercosul precisarão atender para manter competitividade.
Especialistas avaliam que o acordo pode criar um vetor de oportunidade no médio prazo para o Brasil, mas com desafios operacionais. As cotas e salvaguardas tendem a aumentar a disputa por qualidade, rastreabilidade e valor agregado entre os países do bloco, pressionando cadeias produtivas a elevar padrões tecnológicos e ambientais.
Por que importa
Apesar de não representar uma abertura plena, o acordo reposiciona o Mercosul no eixo comercial global e pode fortalecer cadeias agroexportadoras brasileiras — desde que sejam atendidos critérios ambientais, sanitários e de rastreabilidade, cada vez mais centrais no mercado europeu.
Fonte: Le Monde
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