O Brasil registrou recorde histórico de abate bovino em 2025, impulsionado principalmente pelo forte avanço das exportações para a China, que permanece como o principal destino da carne brasileira.
A demanda chinesa sustentou embarques elevados ao longo do ano, contribuindo para maior giro industrial e manutenção das escalas de abate. No entanto, o cenário para 2026 pode exigir ajustes estratégicos.
China segue como motor — mas com novas regras
Segundo análise internacional, a adoção de mecanismos de controle como cotas ou tarifas adicionais acima de determinados volumes pode limitar o ritmo de embarques ao longo do ano.
Na prática, isso significa que:
- O volume exportado pode sofrer desaceleração pontual
- Escalas frigoríficas podem oscilar
- A formação do preço do boi gordo tende a ficar mais sensível
Quando o principal comprador impõe limites, o mercado passa a operar com mais cautela e menor previsibilidade.
Gestão comercial ganha protagonismo
O impacto imediato não é de queda estrutural, mas de gestão.
Para o produtor, o momento exige atenção a três frentes:
✔️ Avaliar retenção ou aceleração de venda conforme escala
✔️ Monitorar câmbio e prêmios de exportação
✔️ Observar o comportamento da indústria frente às novas condições
Se a velocidade de embarque reduzir, o efeito pode aparecer rapidamente na pressão sobre preços domésticos. Por outro lado, qualquer ajuste de demanda ou flexibilização de cotas pode reativar janelas de valorização.
2026 tende a ser ano de estratégia
Após um ciclo de forte abate e exportação recorde, o mercado entra em fase mais seletiva. O equilíbrio entre oferta interna, exportação e consumo doméstico será determinante.
O Brasil mantém posição consolidada no comércio global de carne bovina, mas o ritmo do mercado dependerá da calibragem entre produção, escala industrial e condições impostas pelo principal destino internacional.
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