As exportações do agronegócio brasileiro apresentaram comportamentos distintos em agosto de 2025. Enquanto as vendas para os Estados Unidos caíram 17,6%, os embarques para a China cresceram 32,9%.
Exportações do agronegócio em agosto
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil exportou US$ 14,29 bilhões em produtos agropecuários. Esse valor representa aumento de 1,5% sobre agosto de 2024.
Queda das vendas para os EUA
Por outro lado, os Estados Unidos reduziram suas compras do agronegócio brasileiro. O volume passou de US$ 928,52 milhões para US$ 764,97 milhões em agosto de 2025.
Impacto das tarifas americanas
Além disso, a queda está relacionada ao início da sobretaxa imposta pelo governo Donald Trump. As tarifas sobre a carne bovina brasileira já superam 70% atualmente.
Produtos mais afetados
Entre os produtos mais prejudicados, a carne bovina in natura caiu 46,2%, a carne bovina industrializada recuou 33% e o café verde reduziu 16,4%.
Exceções positivas
Entretanto, alguns itens conseguiram avançar nos Estados Unidos. O suco de laranja, fora da lista de sobretaxas, registrou alta de 6,9% nas exportações.
Crescimento expressivo na China
Por outro lado, a China fortaleceu ainda mais sua posição como principal destino das exportações do agronegócio. O país importou US$ 5,12 bilhões, com crescimento de 32,9%.
Produtos em destaque para a China
Sobretudo, os avanços chineses foram puxados por produtos que perderam espaço nos EUA. O café verde cresceu 131,8%, a carne bovina in natura avançou 89,8% e o açúcar subiu 20,3%.
Setores líderes em exportações
Além disso, cinco setores responderam por 80% das vendas externas. O complexo soja somou US$ 4,70 bilhões, as carnes atingiram US$ 2,63 bilhões e o sucroalcooleiro registrou US$ 1,60 bilhão.
Recordes em soja e carne bovina
Principal produto exportado, a soja em grãos alcançou recorde de 9,34 milhões de toneladas e US$ 3,88 bilhões. Já a carne bovina atingiu preço histórico de US$ 5.600 por tonelada.
Importações do agronegócio
No mesmo período, as importações somaram US$ 1,60 bilhão, alta de 1,2% sobre 2024. Os principais itens foram trigo, óleo de palma e soja em grãos.
Perspectivas do comércio agrícola
Portanto, os dados mostram realinhamento dos fluxos comerciais. O Brasil perdeu espaço nos Estados Unidos, mas ganhou força na China, garantindo equilíbrio ao setor agro.










