A Safras & Mercado prevê oferta total de feijão de 3,171 milhões de toneladas na temporada comercial 2027/28, queda de 7,1% ante sua estimativa para 2026/27. O analista Evandro Oliveira atribui o aperto principalmente ao recuo dos estoques iniciais e a uma produção menor, apesar da expansão projetada de área. Trata-se de uma projeção feita em outubro de 2026 para uma temporada futura, não de produção medida no campo.
Área maior pode não compensar rendimento
A consultoria projeta área de 2,650 milhões de hectares, aumento de 3%, e produtividade média de 1.135 quilos por hectare, queda de 5%. Nessa combinação, a produção ficaria perto de 3,008 milhões de toneladas, 2,2% abaixo do ciclo comparado. O estoque inicial estimado cairia de 286,1 mil para 97,8 mil toneladas. Mudanças de clima, plantio e produtividade podem alterar substancialmente esses números nos próximos levantamentos.
Exportação aparece como variável de ajuste
Segundo a Safras, a demanda doméstica mudaria pouco, enquanto exportações poderiam cair de 495 mil para 300 mil toneladas. Esse ajuste preservaria maior volume para o mercado interno, mas reduziria o excedente vendável ao exterior. Para produtores e indústria, uma projeção de oferta apertada pode orientar simulações de custo e comercialização; não garante aumento de preço. Decisões de venda dependem de qualidade do lote, consumo, importações, câmbio e oferta efetiva em cada região.
O que muda na prática
• Tratar os números como cenário sujeito a revisão.
• Planejar margem com preços alternativos, não apenas alta esperada.
• Acompanhar estoque, produtividade e qualidade das próximas safras.
Próximos passos da apuração
Comparar estimativas das próximas safras e observar preços de feijão por padrão e praça, além das exportações efetivas.
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