Brasil e China assinaram em 26 de setembro uma revisão do protocolo sanitário bilateral para exportação de miúdos e coprodutos suínos. A informação foi publicada pelo Ministério da Agricultura no dia 28. A lista detalha itens como línguas, orelhas, pés, estômagos, fígados e corações, conforme requisitos de certificação e estabelecimentos habilitados. Trata-se de uma ampliação do acesso, não de comprovação de que todos esses produtos já estão sendo embarcados sob a nova regra.
Valor adicional é estimativa do setor
A Associação Brasileira de Proteína Animal, citada pelo ministério, estima que mais de 100 mil toneladas por ano possam ter a China como destino e que a receita adicional supere US$ 100 milhões. A projeção depende de habilitações, preços e contratos. O governo menciona um mercado chinês de miúdos suínos superior a US$ 2,5 bilhões anuais; esse valor descreve o tamanho do mercado importador, não uma receita garantida ao Brasil.
Coproduto pode ganhar outro preço em novo destino
A oportunidade empresarial está em direcionar produtos que possuem menor valor em alguns mercados para compradores que os demandam mais. Para frigoríficos, isso afeta aproveitamento da carcaça, segregação, processamento, logística frigorificada e negociação internacional. Para criadores, qualquer reflexo sobre o preço do suíno dependerá da transmissão efetiva dessa receita ao longo da cadeia. O Portal deve acompanhar quem pode exportar, quando começam os embarques e qual será o preço realizado.
O que muda na prática para o produtor
• Verificar se o estabelecimento comprador está habilitado ao novo protocolo.
• Acompanhar contratos e embarques em vez de tratar projeções como receita realizada.
• Avaliar se a valorização de coprodutos chega às condições pagas ao produtor.
Próximos passos
Solicitar ao Mapa e à ABPA a lista de estabelecimentos aptos e os primeiros dados de vendas. Ouvir frigoríficos sobre processamento e mercados.
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