O Itaú BBA revisou a produção de açúcar do Centro-Sul para 38,9 milhões de toneladas em 2026/27, 400 mil toneladas abaixo da previsão anterior. A moagem foi reduzida para 639,7 milhões de toneladas e o ATR médio para 136,4 quilos por tonelada de cana.
Qualidade da cana vira gargalo
O relatório atribui a revisão às chuvas, à menor moagem e principalmente à qualidade da matéria-prima. Mesmo com aumento do mix açucareiro para 46,8%, o ATR mais baixo limita a quantidade de açúcar recuperável.
Déficit global aumenta
Com ajustes também em outras origens, o déficit global projetado sobe para 2,1 milhões de toneladas. O documento, porém, faz uma ressalva importante: a sustentação de preços acima dos níveis correntes depende também da recuperação da demanda física, e não apenas das restrições de oferta.
O que muda na prática para o produtor
• Usinas precisam observar ATR e ritmo de moagem, não apenas toneladas de cana.
• Produtores e compradores devem separar risco de oferta de confirmação de demanda.
• Clima úmido pode alterar tanto produtividade operacional quanto qualidade industrial.
Próximos passos
Demanda física, andamento da moagem e clima no Centro-Sul continuarão determinando o equilíbrio do mercado.
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