O preço ponderado do suíno vivo entre Região Sul e Minas Gerais caiu para R$ 4,78 por quilo em agosto. Diante de um custo de terminação estimado em R$ 6,30 por quilo, o relatório calcula prejuízo próximo de R$ 180 por cabeça e spread de -32%.
Produção cresce mais rápido
No segundo trimestre, os abates avançaram 3,2% frente ao mesmo período de 2025, enquanto a produção de carne cresceu 4,8%, impulsionada pelo maior peso das carcaças. A disponibilidade interna aumentou 5,4%, pressionando o mercado.
Exportação cresce, mas não resolve o desequilíbrio
Em agosto, os embarques ficaram em 115 mil toneladas, 6,9% acima de um ano antes. No acumulado até agosto, o crescimento foi de 7,5%. Ainda assim, o avanço não foi suficiente para absorver a expansão produtiva. O escritório do USDA no Brasil projeta produção de 5,25 milhões de toneladas em 2027.
O que muda na prática para o produtor
• Controle de custo e peso de abate torna-se ainda mais relevante em ciclo de margem negativa.
• Expansão de capacidade precisa vir acompanhada de novos mercados e demanda.
• Preço relativo frente a bovinos e frango pode ajudar consumo no fim do ano, mas não elimina excesso.
Próximos passos
O setor precisa observar sinais de ajuste de produção e a capacidade das exportações de absorver volumes adicionais.
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