O prognóstico climático para os meses de fevereiro, março e abril aponta chuvas abaixo da média no Ceará, segundo análise apresentada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O cenário acende um alerta para a gestão dos recursos hídricos, especialmente em regiões mais vulneráveis do estado.
De acordo com os técnicos, cerca de 60% de probabilidade indica aportes inferiores à média histórica nos reservatórios, o que pode impactar diretamente o planejamento hídrico e as atividades agrícolas ao longo do ano.
Previsão climática exige cautela na gestão da água
A Funceme explicou que o sistema de previsão utilizado está consistente com modelos de outros centros meteorológicos nacionais e internacionais. Apesar disso, os especialistas destacam que não há, neste momento, uma convergência clara entre os modelos climáticos, o que reduz a previsibilidade para a quadra chuvosa.
Atualmente, o Oceano Pacífico Equatorial apresenta sinais de transição após o pico da La Niña, enquanto o comportamento do Atlântico segue como fator determinante para a qualidade da estação chuvosa. A dinâmica dessas variáveis continuará sendo monitorada de forma contínua.
Sistemas monitorados ainda são de pré-estação
Os meteorologistas ressaltaram que os sistemas observados até agora são característicos de pré-estação, e não da atuação plena da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal responsável pelas chuvas no Ceará.
Por conta disso, a previsão de curto prazo e a análise subsazonal ganham maior importância para produtores, gestores públicos e usuários de recursos hídricos.
Regiões em situação mais crítica
Entre as áreas que geram maior preocupação estão regiões como o Sertão de Crateús, onde os estoques hídricos estão abaixo de 10% da capacidade. Em contrapartida, a Região Metropolitana de Fortaleza apresenta situação mais confortável, com volumes considerados satisfatórios nos reservatórios.
Apesar disso, o uso racional da água segue sendo recomendado em todo o estado, principalmente diante da possibilidade de redução dos aportes ao longo da quadra chuvosa.
Ferramentas ampliam acesso à informação climática
A Funceme destacou o lançamento de uma nova versão do aplicativo Funceme Tempo, que reúne dados de estações meteorológicas, previsões de curto prazo e análises subsazonais com até 44 dias de antecedência. O sistema também integra imagens de satélite, dados de radar meteorológico e outras informações úteis para diferentes setores.
Além disso, foi apresentado o CITEC, sistema que centraliza dados de tempo e clima, ampliando o acesso à informação técnica para a população, produtores rurais e gestores.
Planejamento e organização serão decisivos
O Governo do Estado mantém ativo um grupo de contingência hídrica, que se reúne periodicamente para avaliar demandas e definir ações de curto, médio e longo prazo, especialmente para atender o abastecimento humano e a agricultura.
Segundo os técnicos, o cenário exige mais organização e planejamento do que medidas emergenciais imediatas, reforçando a importância do uso consciente da água e do acompanhamento contínuo das informações meteorológicas.
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