O Projeto Forrageiras do Ceará vem se consolidando como uma das principais iniciativas de fortalecimento da pecuária no estado. Desenvolvido pelo Sistema FAEC–SENAR, em parceria com o Sebrae, o programa aposta no plantio de espécies forrageiras adaptadas ao semiárido para garantir alimento aos rebanhos ao longo do ano.
A iniciativa ganhou escala a partir de 2024 e tem avançado de forma contínua, com foco na difusão de tecnologias voltadas à produção de volumoso tanto em áreas de sequeiro quanto em áreas irrigadas.
Metas ampliam alcance do projeto em 2026
Em 2025, o projeto atingiu a marca de 504 unidades disseminadoras de tecnologia, o equivalente a 504 hectares implantados em 35 municípios cearenses. Cada unidade funciona como área de referência, permitindo que o conhecimento técnico seja multiplicado entre produtores da região.
Para 2026, a meta é implantar mais 500 unidades, somando outros 500 hectares. Com isso, o programa deve alcançar cerca de 1.000 hectares de áreas forrageiras no estado, com expectativa de superar esse volume ao longo do ano.
Produção durante o período seco é foco da iniciativa
Um dos principais diferenciais do Projeto Forrageiras do Ceará é estimular a produção de alimento mesmo durante os meses de estiagem. Tradicionalmente, grande parte dos produtores evita o plantio fora do período chuvoso, o que aumenta a dependência de compras externas de ração e volumoso.
A proposta do programa é mostrar, na prática, que é possível produzir alimento ao longo do ano, utilizando espécies adaptadas às condições climáticas do semiárido e tecnologias adequadas de manejo. Essa estratégia contribui para reduzir custos, aumentar a segurança alimentar do rebanho e melhorar a resiliência da atividade pecuária.
Espécies adaptadas fortalecem a pecuária cearense
As culturas implantadas no projeto são selecionadas especificamente para suportar as condições climáticas do Ceará, garantindo produtividade mesmo em cenários de chuvas irregulares. Além de alimentar os animais, as áreas implantadas funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo que outros produtores adotem as mesmas práticas.
O programa tem sido avaliado como uma ação de impacto positivo para a pecuária e a bovinocultura, ao estimular o planejamento forrageiro e a convivência com o semiárido.
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