A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a primeira estimativa da safra brasileira de café para 2026, apontando um volume recorde de 66,18 milhões de sacas, crescimento de 17% em relação a 2025. Caso a projeção se confirme, o resultado consolidará um dos maiores ciclos produtivos da cafeicultura nacional.
A estimativa considera a recuperação produtiva das lavouras, especialmente após os efeitos climáticos adversos observados em anos anteriores, além da expectativa de clima mais favorável ao longo do ciclo agrícola.
Oferta maior pode influenciar preços do café
O avanço na projeção de produção tende a reorientar as expectativas do mercado, principalmente no curto e médio prazo. Uma safra robusta amplia a percepção de oferta global, fator que pode limitar altas sustentadas nos preços, sobretudo se as condições climáticas permanecerem dentro da normalidade até a colheita.
Analistas avaliam que, em cenários de safra cheia, o mercado costuma reagir com maior volatilidade, alternando momentos de correção e recuperação, conforme o andamento do clima, do câmbio e da demanda internacional.
Estratégia comercial ganha relevância em ano de safra cheia
Diante de um possível recorde produtivo, especialistas destacam a importância de estratégias comerciais bem definidas por parte dos produtores. A adoção de travas graduais de preços, aliada a metas de venda por patamar, surge como alternativa para proteger margens e reduzir a exposição a movimentos bruscos nas bolsas internacionais.
A recomendação é acompanhar atentamente os relatórios de clima, os dados de exportação e o comportamento dos contratos futuros, especialmente em um cenário de maior sensibilidade a revisões de safra.
Brasil reforça protagonismo no mercado global de café
Mesmo com o risco de pressão sobre preços, a projeção da Conab reforça o papel estratégico do Brasil como maior produtor e exportador mundial de café. Uma safra recorde amplia a capacidade de atendimento aos principais mercados consumidores e fortalece a competitividade do país no comércio internacional da commodity.
A Conab deve divulgar novas atualizações ao longo do ano, ajustando os números conforme o avanço da safra e as condições observadas nas principais regiões produtoras.
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