Tecnologia do campo vira vitrine na CES 2026
Colheita inteligente virou destaque na CES 2026, em Las Vegas, ao mostrar uma nova geração de colheitadeiras que ajustam o trabalho quase sozinhas. A proposta é ganhar tempo na lavoura e reduzir perdas. Além disso, a operação fica mais simples para quem está na cabine.
Na prática, a máquina combina câmeras, dados e sistemas que “preveem” o que vem à frente. Assim, ela muda a velocidade e as regulagens antes do problema aparecer. O objetivo é manter o rendimento alto mesmo quando a lavoura muda de ritmo ao longo do talhão.
Colheita inteligente promete mais produtividade com menos perdas
A colheita inteligente exibida no evento foi apresentada como capaz de aumentar a produtividade em até 20% a 30%, segundo executivos da empresa. O ganho estaria ligado ao conjunto de tecnologias embarcadas, que automatiza decisões rotineiras e mantém o desempenho mais estável durante a colheita.
Outro ponto citado é a redução de perdas no processo. A máquina faz ajustes constantes para preservar a qualidade do grão. Com isso, o operador tende a depender menos de tentativa e erro, principalmente em dias longos e com condições variáveis de umidade.
Ajustes automáticos mudam a rotina de quem opera no campo
O sistema usa câmeras voltadas para a frente e informações de satélite para antecipar mudanças na lavoura. Dessa forma, a colheitadeira altera a velocidade de forma preventiva. A ideia é evitar picos de esforço e manter a colheita fluindo com regularidade.
Além disso, as regulagens internas são feitas em tempo real. O equipamento monitora condições do material colhido e ajusta automaticamente pontos-chave do processamento. O foco é equilibrar limpeza e aproveitamento, sem exigir intervenção constante de quem está operando.
Conectividade e autonomia colocam o futuro do agro no radar
A demonstração reforçou a aproximação entre agricultura e automação avançada. O discurso no evento aponta para máquinas cada vez mais independentes, ainda com o operador a bordo. Segundo a avaliação apresentada, a colheitadeira já realiza tarefas como guiar-se no campo e fazer manobras no fim das linhas, o que aproxima o setor de um novo patamar de autonomia.
O tema do investimento também apareceu. O preço, dependendo da configuração, pode ultrapassar a casa de um milhão de dólares, segundo o relato. Ainda assim, a justificativa foi baseada no retorno em produtividade e na urgência de colher no tempo certo, além do desafio de mão de obra no campo.
A colheita inteligente apresentada na CES 2026 sinaliza uma mudança prática na colheita: menos ajustes manuais, mais constância de resultado e operação mais simples. O movimento reforça o rumo de um agro mais conectado, com máquinas que tomam decisões em tempo real e abrem caminho para soluções cada vez mais autônomas.
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