A revisão para cima considera lavouras classificadas como “boas a excelentes” na maior parte das regiões produtoras, reforçando o cenário de elevada oferta global. Oferta robusta muda a dinâmica do mercado Com a perspectiva de maior disponibilidade de grão, o mercado passa a precificar uma possível “sobra” de soja. Esse movimento tende a limitar altas mais intensas nos contratos futuros em Chicago e nos prêmios de exportação, especialmente quando a oferta sul-americana ganha ritmo. O aumento da produção amplia a percepção de conforto no abastecimento, o que pode reduzir movimentos especulativos de alta no curto prazo. Estratégia de venda exige leitura mais técnica Para o produtor, o cenário reforça que a decisão comercial depende menos de expectativa de alta contínua e mais da combinação entre: Em um ambiente de safra cheia, o gerenciamento de risco e o timing de comercialização tornam-se determinantes para proteger margem. Atenção ao consumo e exportações Embora a projeção seja positiva em volume, o mercado seguirá atento ao ritmo das exportações e ao consumo interno. Qualquer ruído nesses dois vetores pode aumentar a volatilidade entre o mercado físico e o futuro. Com a safra em patamar recorde, a estratégia comercial tende a ser cada vez mais baseada em gestão ativa, e menos em expectativa de valorização automática.
Ceará cria política contra desperdício de alimentos
O Ceará avança na agenda de segurança alimentar com o monitoramento do 3º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) e a consolidação da Lei nº 19.650/26, que institui a Política Estadual de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos. O debate contou com a participação da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), reforçando uma governança intersetorial para ampliar o aproveitamento seguro de alimentos e estruturar mecanismos de doação e redistribuição. O que muda na prática Com a nova política, o estado coloca em pauta uma agenda mais estruturada de: A medida amplia a coordenação entre produção, logística e abastecimento, buscando reduzir gargalos especialmente nas etapas de transporte, armazenamento e comercialização. Impacto econômico e para o produtor Para o setor agropecuário, a política pode representar: Em contextos onde logística e armazenamento pressionam o produtor, mecanismos organizados de aproveitamento e doação podem minimizar perdas financeiras e ampliar o alcance social da produção. Governança e monitoramento O acompanhamento do 3º PLANSAN reforça que a segurança alimentar passa a ser tratada como política estruturante de desenvolvimento, envolvendo meio ambiente, agricultura, assistência social e economia. A estratégia busca equilibrar produção, distribuição e consumo com foco na eficiência da cadeia e na redução de desperdícios.