A agricultura familiar do Ceará deve entrar em 2026 com reforço significativo em investimentos e políticas estruturantes. Projetos como São José III, Sertão Vivo e os programas do PAA ampliam o suporte produtivo, fortalecem organizações rurais e garantem mercado institucional. A estratégia combina financiamento internacional, apoio técnico e políticas contínuas de comercialização. Projeto São José III investe R$ 700 milhões no campo O Projeto São José III – Fase 2, executado com apoio do Banco Mundial (BIRD), prevê investimento de aproximadamente US$ 150 milhões (cerca de R$ 700 milhões) até 2027. A atuação está organizada em três grandes eixos: 1️⃣ Investimento produtivo Mais de 260 organizações da agricultura familiar — entre associações e cooperativas — tiveram projetos aprovados. Após diagnóstico e elaboração de plano de negócio, os recursos começam a ser aplicados diretamente nas atividades produtivas. O foco é gerar renda estruturada, com gestão qualificada e sustentabilidade econômica. 2️⃣ Acesso à água e saneamento O programa implantará sistemas de abastecimento, tecnologias de reuso de água e módulos sanitários em pelo menos 75 comunidades rurais. Além de infraestrutura, o investimento representa dignidade e segurança hídrica. 3️⃣ Fortalecimento institucional As organizações beneficiadas passam por capacitação e intercâmbio técnico para melhorar governança, gestão e eficiência dos investimentos. A fase atual segue até setembro/outubro de 2027, consolidando o ciclo de investimentos. Sertão Vivo aposta na resiliência climática Entre as iniciativas estratégicas está o Sertão Vivo, voltado à adaptação climática no semiárido. O projeto busca fortalecer comunidades rurais frente às variações climáticas, ampliando sustentabilidade produtiva e segurança alimentar. A proposta sinaliza uma mudança de abordagem: não apenas reagir à seca, mas estruturar resiliência de longo prazo. PAA garante renda e amplia segurança alimentar As políticas contínuas seguem fortalecendo a comercialização da agricultura familiar. 🥛 PAA Leite Compra o leite dos produtores a preço justo e distribui o produto, após beneficiamento, para escolas, creches, hospitais e equipamentos socioassistenciais. A política gera renda direta ao produtor e impacto social simultâneo. 🥕 PAA Compra com Doação Simultânea (CDS) Adquire diversos produtos da agricultura familiar e os destina à rede socioassistencial dos municípios. O modelo fortalece a produção local, organiza oferta e garante mercado institucional com previsibilidade. Estratégia integrada para 2026 O Ceará consolida uma política combinada: A integração dessas frentes cria ambiente mais seguro para produção, gestão e comercialização da agricultura familiar. O movimento aponta para 2026 como ano de consolidação produtiva, com suporte técnico, financiamento e canais de venda organizados.
Alerta de tempestade do INMET preocupa colheita
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta de tempestade com risco de granizo em regiões do Brasil, elevando o nível de atenção para operações no campo e na logística agrícola. O aviso inclui possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e queda de granizo — combinação que impacta diretamente colheita, transporte e integridade das lavouras. Risco operacional imediato Em períodos de alerta, produtores podem enfrentar: O granizo, em especial, representa risco direto à qualidade dos grãos e frutas, podendo reduzir padrão comercial e gerar descontos na classificação. Oferta pode oscilar no curto prazo Eventos climáticos desse tipo costumam provocar “solavancos” na oferta. 🔹 Em dias críticos, a paralisação da colheita reduz fluxo físico e pode levar bases regionais a firmarem por falta de entrada de produto. 🔹 Quando o tempo abre, a retomada das máquinas pode acelerar a entrega e pressionar novamente as bases. Essa dinâmica cria volatilidade regional, especialmente em momentos de pico de safra. Logística entra no radar Além do campo, o alerta impacta o transporte rodoviário. Chuvas fortes e vento dificultam escoamento, elevam risco de atraso em contratos e podem aumentar custos logísticos. Para quem está comercializando, o momento exige: Clima adverso não altera apenas produtividade — altera ritmo de mercado.
Focos de calor no Ceará acendem alerta no campo
O painel de monitoramento da Funceme registrou ocorrências de focos de calor no Ceará no dia 21 de fevereiro, acendendo alerta para produtores rurais e gestores ambientais. O acompanhamento é feito por meio de dados de satélite e serve como indicador de possíveis queimadas ou incêndios em áreas de vegetação e produção agrícola. Prevenção vira prioridade no campo Com o aumento das temperaturas e períodos de estiagem localizada, o risco de incêndios cresce. Para o produtor, isso exige medidas preventivas imediatas, como: Incêndios fora de controle provocam perda direta de lavouras, degradação de pastagens e danos à infraestrutura rural. Impacto direto na produção O fogo compromete não apenas a vegetação, mas também: Além dos prejuízos econômicos, há risco ambiental e sanitário, especialmente em regiões com maior densidade de áreas produtivas. Monitoramento reduz risco O painel de focos de calor da Funceme permite acompanhamento quase em tempo real, possibilitando reação rápida por parte de produtores e órgãos de fiscalização. No semiárido cearense, onde clima e vegetação favorecem propagação rápida do fogo, a prevenção é estratégia essencial para proteger patrimônio e produtividade. A recomendação é que produtores acompanhem os dados atualizados e reforcem práticas de manejo seguro neste período.