O mercado internacional de grãos ganhou novo vetor nesta semana após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar que os produtores americanos devem ampliar a área de soja e reduzir o plantio de milho em 2026. A projeção mexeu imediatamente com as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e reacendeu ajustes na formação de preços no Brasil. A lógica é direta: mais área de soja sinaliza maior oferta futura, o que tende a pressionar contratos da oleaginosa. Já o menor espaço destinado ao milho reduz a expectativa de produção, oferecendo suporte relativo às cotações do cereal. Chicago reage e reequilibra forças Após a divulgação, os contratos futuros passaram por realinhamento técnico. A soja sentiu o peso da perspectiva de aumento de área, enquanto o milho ganhou sustentação. Como Chicago é referência global para formação de preço, qualquer mudança estrutural nos Estados Unidos impacta imediatamente a paridade brasileira — principalmente em regiões exportadoras. Paridade do Brasil fica ainda mais sensível Para o produtor brasileiro, o reflexo não se limita ao gráfico da CBOT. A equação de preço no físico depende da combinação entre: Se a soja sofre pressão externa, o mercado interno passa a depender mais de câmbio favorável ou prêmio firme para sustentar valores regionais. No milho, o suporte em Chicago pode abrir janelas de comercialização, especialmente em corredores com forte demanda. Estratégia comercial exige disciplina O novo cenário reforça a importância de leitura macro antes da decisão de venda. O “formador” externo de preço está mudando. Em um ambiente de possível aumento de oferta global de soja, o mercado tende a operar com seletividade. Para quem comercializa no físico, o momento pede: A safra americana ainda será plantada, mas o mercado já precifica expectativas. E expectativa, em commodities, costuma antecipar movimentos relevantes.
Níveis dos açudes no Ceará são atualizados pela Cogerh
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) atualizou, em 18 de fevereiro, os dados do nível diário dos açudes cearenses por meio do Portal Hidrológico. A plataforma apresenta percentuais por reservatório, além de data e horário da última medição, oferecendo um retrato preciso da segurança hídrica no estado. Para produtores rurais e gestores, a leitura diária dos volumes vai além da informação institucional: trata-se de ferramenta estratégica para planejamento produtivo. Água como variável central da produção No Ceará, onde a convivência com o semiárido exige monitoramento constante, água é o insumo mais sensível da equação agrícola. O acompanhamento dos reservatórios permite cruzar dois dados fundamentais: Essa combinação orienta decisões sobre irrigação, dessedentação animal e planejamento de culturas. Decisão antecipada reduz risco Quando o produtor acompanha o nível dos açudes, consegue agir antes que o problema apareça. Em regiões com reservatórios abaixo da média, o ajuste no manejo pode incluir: Já em bacias com recuperação de volume, a previsibilidade aumenta e amplia margem de planejamento. Segurança hídrica é estratégia, não reação O monitoramento contínuo da Cogerh fortalece a cultura de decisão baseada em dados. Em vez de reagir apenas à falta de chuva, o produtor passa a trabalhar com indicadores consolidados de armazenamento. Em um estado onde a variabilidade climática é recorrente, acompanhar os níveis dos açudes é parte essencial da gestão rural moderna. A informação está disponível no Portal Hidrológico da Cogerh, com atualização periódica e detalhamento por reservatório.