O Nutec Ceará prepara uma agenda estratégica para 2026 com foco em inovação, certificação e desenvolvimento tecnológico. Vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, o Instituto de Tecnologia do Estado atua como ICT (Instituição Científica e Tecnológica) e reforça sua presença em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico. Entre os eixos de atuação estão alimentos, química, construção civil, meio ambiente, gestão de resíduos sólidos e projetos voltados à inovação tecnológica. Certificação de orgânicos e laboratório de bioinsumos Uma das principais iniciativas previstas para 2026 é a implantação da certificadora de orgânicos. A medida busca democratizar o acesso à qualificação de produtos orgânicos, especialmente para pequenos produtores. Outro projeto estratégico é o Laboratório de Bioinsumos, desenvolvido em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, por meio do Projeto São José. A proposta é fortalecer alternativas sustentáveis para o campo, ampliando a autonomia produtiva e reduzindo dependência de insumos convencionais. Energia e tecnologia com foco na Caatinga O Nutec também avança na área de energias renováveis. Um dos projetos em andamento, financiado pelo Banco do Nordeste, estuda a utilização de plantas da Caatinga para geração de energia. A iniciativa tem potencial de interiorizar tecnologias e ampliar soluções energéticas adaptadas às condições do semiárido. Apoio ao agronegócio e abertura de mercados Na área de alimentos, o instituto presta serviços tecnológicos para empresas, indústrias e agroindústrias, realizando análises de matéria-prima e produtos acabados. Esse suporte técnico é essencial para garantir conformidade, certificação e acesso a mercados mais exigentes, inclusive internacionais. A qualificação dos produtos amplia competitividade e fortalece cadeias produtivas estratégicas para o Ceará. Com projetos que envolvem startups e deep techs, o Nutec reforça o papel do estado como polo de inovação no Nordeste.
Boi gordo entra em fase de ajuste após recorde de embarques
O Brasil registrou recorde histórico de abate bovino em 2025, impulsionado principalmente pelo forte avanço das exportações para a China, que permanece como o principal destino da carne brasileira. A demanda chinesa sustentou embarques elevados ao longo do ano, contribuindo para maior giro industrial e manutenção das escalas de abate. No entanto, o cenário para 2026 pode exigir ajustes estratégicos. China segue como motor — mas com novas regras Segundo análise internacional, a adoção de mecanismos de controle como cotas ou tarifas adicionais acima de determinados volumes pode limitar o ritmo de embarques ao longo do ano. Na prática, isso significa que: Quando o principal comprador impõe limites, o mercado passa a operar com mais cautela e menor previsibilidade. Gestão comercial ganha protagonismo O impacto imediato não é de queda estrutural, mas de gestão. Para o produtor, o momento exige atenção a três frentes: ✔️ Avaliar retenção ou aceleração de venda conforme escala ✔️ Monitorar câmbio e prêmios de exportação ✔️ Observar o comportamento da indústria frente às novas condições Se a velocidade de embarque reduzir, o efeito pode aparecer rapidamente na pressão sobre preços domésticos. Por outro lado, qualquer ajuste de demanda ou flexibilização de cotas pode reativar janelas de valorização. 2026 tende a ser ano de estratégia Após um ciclo de forte abate e exportação recorde, o mercado entra em fase mais seletiva. O equilíbrio entre oferta interna, exportação e consumo doméstico será determinante. O Brasil mantém posição consolidada no comércio global de carne bovina, mas o ritmo do mercado dependerá da calibragem entre produção, escala industrial e condições impostas pelo principal destino internacional.
SDA reforça ações para agricultura familiar no Ceará
A Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) intensificou, nesta semana, a agenda de visitas técnicas em diferentes regiões do Ceará, com foco na agricultura familiar, segurança alimentar e convivência com o semiárido. As ações envolveram acompanhamento de projetos produtivos, diálogo com associações e avaliação de demandas locais. A presença em campo reforça a estratégia de atuação direta junto aos produtores, aproximando políticas públicas da realidade das comunidades rurais. Assistência técnica mais próxima do produtor Durante as visitas, equipes técnicas realizaram diagnósticos produtivos, orientações de manejo e alinhamento de projetos já em andamento. O objetivo é acelerar ajustes necessários e garantir maior eficiência na execução das iniciativas. Quando a coordenação técnica acontece “no chão”, o impacto costuma ser imediato: Segurança alimentar e convivência com o semiárido A agenda também reforçou ações voltadas à segurança alimentar e à adaptação às condições do semiárido, tema central para a sustentabilidade da produção no Estado. A integração entre assistência técnica, organização social e políticas públicas é considerada estratégica para fortalecer cadeias produtivas locais e ampliar a geração de renda. Presença institucional como fator de agilidade A atuação descentralizada da SDA tende a encurtar o caminho entre a necessidade do produtor e a solução institucional. Com equipes técnicas visitando municípios, a identificação de gargalos se torna mais rápida e objetiva. Para a agricultura familiar, isso significa: ✔️ Mais previsibilidade de produção ✔️ Melhor aproveitamento de recursos ✔️ Maior conexão com mercados e programas governamentais O fortalecimento da agenda de campo reforça o compromisso do Estado com o desenvolvimento rural sustentável e competitivo.