O cuidado com a saúde do homem e da mulher do campo ganhou um reforço importante no Ceará. O Senar, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciou a aplicação de uma tecnologia inovadora para o rastreio precoce do câncer de mama, ampliando o acesso ao diagnóstico em regiões mais afastadas dos grandes centros. O projeto-piloto está sendo realizado em Quixadá (CE) e em municípios do estado de São Paulo, com a aplicação de 100 testes na fase inicial. A proposta é avaliar a efetividade da ferramenta e, posteriormente, expandir a iniciativa para outras regiões do país. Exame inovador complementa métodos tradicionais O novo teste é realizado por meio de uma simples coleta de sangue. A tecnologia utiliza um método proprietário capaz de identificar indícios da doença, funcionando como ferramenta complementar aos exames tradicionais, como mamografia e ultrassonografia. Especialistas reforçam que o exame não substitui a mamografia, mas atua como reforço no rastreio, especialmente para mulheres que vivem longe de centros urbanos ou enfrentam filas para realizar exames convencionais. Por exigir apenas coleta de sangue e não depender de equipamentos robustos, a tecnologia apresenta alto potencial de escalabilidade, podendo alcançar comunidades rurais com mais facilidade. Projeto amplia acesso à prevenção no interior Durante a ação em Quixadá, além da testagem, foram ofertados atendimentos clínicos gerais, avaliação de saúde bucal com rastreio de câncer de boca, orientações educativas, massagens e outros serviços de promoção da saúde. A iniciativa integra o programa Saúde no Campo, que leva acompanhamento periódico às famílias rurais, com visitas domiciliares realizadas por técnicos de saúde. O objetivo é fortalecer o autocuidado, prevenir doenças e criar uma ponte entre produtores e o sistema de saúde. Tecnologia e cuidado voltados ao produtor rural O programa reforça o compromisso do Sistema FAEC/Senar com a qualidade de vida no campo. Ao unir inovação tecnológica e assistência direta, a iniciativa busca reduzir desigualdades no acesso à saúde, principalmente para mulheres que vivem em áreas remotas. Caso os resultados do projeto-piloto confirmem a eficácia da metodologia, a expectativa é expandir o exame para outras regiões do Brasil, ampliando o alcance da prevenção ao câncer de mama no meio rural.
Soja travada no Brasil com referenciais em queda
O mercado da soja no Brasil iniciou a semana com ritmo mais lento de comercialização. Com referenciais em queda — tanto em Chicago (CBOT) quanto no câmbio — e pressão sazonal da colheita, o ambiente tem sido de baixa liquidez e negociações pontuais. Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário atual é marcado por postura defensiva do produtor e seletividade maior por parte dos compradores. Liquidez reduzida e negociações específicas Com os preços internacionais enfraquecidos e o físico pressionado pela entrada da safra, muitos produtores optam por segurar volumes à espera de melhores condições. Do outro lado, tradings e indústrias ajustam bases e trabalham com originação apenas em níveis específicos de preço. O resultado é um mercado “travado”, com negócios acontecendo de forma pontual — quando há algum ajuste favorável no prêmio, no câmbio ou na logística portuária. Micro-oportunidades substituem tendência clara Diferentemente de ciclos de alta sustentada, o atual momento exige disciplina comercial. Em vez de uma tendência contínua, o mercado tem oferecido janelas curtas de oportunidade: Quem acompanha diariamente e trabalha com metas de preço tende a capturar margens melhores do que quem espera movimentos amplos de valorização. Colheita pressiona o físico A entrada mais intensa da safra amplia a oferta disponível no mercado interno, o que contribui para a pressão sobre os preços. Além disso, o comportamento do dólar continua sendo variável determinante na formação da paridade de exportação. Estratégia em ambiente de margem apertada Em um contexto de custos ainda elevados e mercado internacional ajustando expectativas de oferta, a estratégia comercial passa a ser tão relevante quanto a produtividade no campo. Travas graduais, metas por lote e disciplina de venda por patamar tendem a reduzir exposição a movimentos bruscos
Chuvas e trovoadas exigem ajuste no campo no Ceará
A previsão detalhada por município divulgada pela Funceme para esta quarta-feira (12/02) aponta ocorrência de chuvas em diferentes regiões do Ceará, com possibilidade de trovoadas em áreas do interior e variação ao longo do dia. O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada às janelas operacionais no campo, especialmente para atividades sensíveis ao clima, como plantio, pulverização, transporte de insumos e manejo de pastagens. Microclima define decisão no talhão Com a distribuição irregular das chuvas, o produtor precisa acompanhar o comportamento local do tempo — município a município — para evitar perdas técnicas. Aplicações fora da janela ideal podem comprometer a eficiência de defensivos e fertilizantes. Já no transporte, estradas vicinais molhadas podem gerar atrasos e aumento de custo operacional. A recomendação técnica é acompanhar previsões atualizadas ao longo do dia, especialmente diante da possibilidade de trovoadas. Impacto direto no manejo Além das lavouras, o clima influencia: A leitura correta do microclima reduz risco e melhora a eficiência do uso de insumos. Clima como variável estratégica Em períodos de maior instabilidade, quem monitora previsão com frequência e ajusta operação em tempo real tende a preservar margem e produtividade. A previsão detalhada pode ser acompanhada no aplicativo Funceme Tempo, com atualização por município.