O veterinário no campo tem papel decisivo na pecuária moderna. No sertão, esse profissional enfrenta sol, chuva, lama e longas distâncias para assegurar a saúde do rebanho, a qualidade do leite e da carne e o bem-estar dos animais. No episódio do Vida de Agro, a equipe acompanhou a rotina de Colovisques Dantas, médico veterinário e presidente da Associação Cearense de Buiatria, durante um dia de trabalho na Fazenda Boísa, em Caucaia. Diagnóstico reprodutivo e vacinação como base da produção O dia começou com o diagnóstico clínico reprodutivo das matrizes leiteiras. O veterinário realizou palpação retal e ultrassonografia para confirmar prenhez e avaliar o desenvolvimento dos animais. Esse processo, comum em propriedades leiteiras, melhora os índices reprodutivos e acelera o ciclo de produção. Em seguida, a equipe iniciou o calendário de vacinação. A brucelose foi destaque, pois permanece como uma das principais zoonoses do país. O profissional reforçou a importância da imunização das bezerras, da realização de exames laboratoriais e do descarte de animais positivos, seguindo o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose. Avaliação sanitária, nutrição e manejo do rebanho Além da vacinação, o veterinário avaliou o escore corporal, o comportamento e a saúde geral do rebanho. A visita à fábrica de ração da fazenda trouxe uma visão clara da importância do manejo nutricional. O monitoramento da dieta ajuda a prevenir queda na produção, doenças metabólicas e perda de peso. Como a propriedade trabalha com bovinos, equinos e ovinos, o diagnóstico reprodutivo também foi realizado nessas espécies. O veterinário destacou a necessidade de que produtores contratem acompanhamento técnico contínuo, garantindo prenhez adequada e reduzindo perdas de bezerros, cordeiros e potros. A importância do profissional e o impacto para a pecuária cearense O veterinário no campo atua muito além dos procedimentos clínicos. Ele monitora indicadores produtivos, como taxa de prenhez, mortalidade e desempenho do rebanho. Também auxilia na gestão técnica da propriedade, orientando ações preventivas que reduzem custos e aumentam a eficiência. Durante a gravação, o profissional reforçou que a pecuária é uma atividade de risco, sensível ao mercado e ao clima, mas que gera satisfação aos produtores que investem com planejamento. Ele também convidou os médicos veterinários a participarem do 15º Congresso Brasileiro de Buiatria, que será realizado em Fortaleza. O Ceará possui forte presença nas cadeias de bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves. Nesse cenário, a atuação do veterinário se torna essencial para manter produtividade e saúde dos animais em todas as etapas do ciclo produtivo. O episódio mostrou que a rotina do veterinário no campo exige técnica, preparo físico e compromisso com o produtor. A presença desse profissional fortalece a pecuária, reduz perdas e garante alimentos seguros para o consumidor. A parceria entre produtor, equipe técnica e instituições de apoio, como o sistema FAEC/SENAR, segue impulsionando o avanço do setor no Ceará.
Preços do Ceasa-CE orientam mercado hortifruti no Ceará
Os preços do Ceasa-CE atualizados pelo boletim diário do SIMA voltaram a servir como referência essencial para produtores, atacadistas e compradores do setor hortifruti em Maracanaú. A nova tabela traz as faixas de valores praticados no atacado para hortaliças e frutas, permitindo decisões mais precisas em um mercado sensível ao clima e à oscilação de oferta. Referência diária melhora planejamento no campo A atualização dos preços do Ceasa-CE oferece mais previsibilidade para quem produz, transporta ou comercializa hortifruti. As faixas divulgadas orientam ajustes de colheita, envio e reposição, reduzindo erros de precificação que podem comprometer margens em períodos de instabilidade.A medida também apoia pequenos produtores, que passam a acompanhar tendências de mercado e a negociar com base em informações confiáveis. Varejo e atacado ganham previsibilidade Com dados atualizados, atacadistas conseguem organizar melhor o fluxo de compra e venda. O varejo, por sua vez, obtém uma visão mais clara dos itens que podem subir ou cair de preço ao longo da semana.A dinâmica é especialmente importante para produtos sensíveis às condições climáticas, como folhosas, tomates e itens de maior perecibilidade. Em cenários de chuva ou estiagem, a referência ajuda a evitar rupturas, perdas e estoques desnecessários. Informação reduz risco e protege margem A divulgação dos preços do Ceasa-CE funciona como bússola para toda a cadeia. A referência diária diminui incertezas e contribui para manter a competitividade dos produtores cearenses.Quando o preço é conhecido antes da tomada de decisão, há menos risco de subavaliação da mercadoria e mais segurança no envio ao mercado. Isso fortalece o escoamento e favorece pequenos e médios produtores que dependem de previsibilidade para operar com rentabilidade. Um recurso estratégico para a cadeia hortifruti A análise constante dos boletins do SIMA permite antecipar tendências de oferta e demanda. O documento indica mudanças importantes ao longo da semana e pode sinalizar quando é melhor colher, quando é mais vantajoso segurar o produto ou como ajustar os volumes destinados ao atacado.Assim, produtores, atacadistas e compradores ganham um recurso estratégico para navegar um setor marcado por variações rápidas e forte dependência do clima. A nova atualização está disponível no site oficial da Ceasa-CE e pode ser acessada no boletim diário de Maracanaú.
Regras para cannabis medicinal: avanço da Anvisa acelera setor
A Anvisa discutiu novas regras para a produção de cannabis medicinal no Brasil, com foco em regulamentar todas as etapas da cadeia produtiva. A proposta atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a legalidade da produção da planta exclusivamente para fins medicinais e farmacêuticos, vinculada ao direito à saúde. Regras abrangem cultivo, controle e rastreabilidade A proposta de regulamentação prevê a apresentação de três resoluções diferentes voltadas a perfis de atuação diversos na cadeia da cannabis medicinal. Uma delas é destinada a produção associativa, pensada para entidades sem fins lucrativos; outra para pesquisa científica, e uma terceira voltada à produção comercial, voltada ao mercado regulado. O texto apresentado pela agência propõe que a produção só seja autorizada para pessoas jurídicas, com inspeções sanitárias prévias e exigência de rastreabilidade em todas as etapas. A produção será limitada a plantas com teor de THC de até 0,3%, conforme definido pela Justiça, e apenas insumos dentro desse padrão poderão ser importados ou utilizados localmente. Cada lote deverá passar por análise laboratorial obrigatória antes de seguir no circuito farmacêutico. As regras incluem ainda requisitos de segurança rigorosa, como barreiras físicas, vigilância 24 horas, sistemas de câmeras e controle de acesso, para garantir a integridade do processo. Produção condicionada à demanda farmacêutica De acordo com a proposta, a quantidade total de cannabis produzida deverá ser compatível com a demanda farmacêutica previamente justificada pelos interessados. Em caso de irregularidades, atividades poderão ser suspensas e a produção irregular destruída, garantindo alinhamento com padrões sanitários internacionais assumidos pelo Brasil junto à ONU. O prazo de vigência das normas está previsto para seis meses a partir da publicação, com um período de até 12 meses para que associações de pacientes e outras entidades se adequem às exigências regulamentares. Papel de associações e pesquisa científica A proposta também prevê regras específicas para associações de pacientes sem fins lucrativos, com o objetivo de avaliar a viabilidade sanitária da produção em pequena escala. Essa modalidade não contempla a comercialização, mas permite que associações atuem em ambiente controlado com supervisão permanente. Para o setor de pesquisa, a Anvisa propõe uma resolução voltada a instituições de ensino, centros de pesquisa e indústrias farmacêuticas com autorização especial. Esse segmento terá foco exclusivo na produção para fins de investigação científica e desenvolvimento tecnológico.