E a Marketeira do Agro tá on!E hoje a conversa é séria, estratégica e cheia de oportunidade. Muito se fala sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, mas pouca gente faz a pergunta mais importante:Quem, de fato, está preparado para aproveitar esse acordo? E é aqui que o Ceará entra no jogo com vantagem competitiva real. O acordo: mais que comércio, um redesenho de oportunidades O acordo Mercosul–União Europeia não trata apenas de redução de tarifas. Ele sinaliza uma reorganização das cadeias globais, em que países capazes de entregar: A Europa busca segurança alimentar, fornecedores confiáveis e produtos com rastreabilidade.O Brasil tem escala.O Nordeste tem vocação.E o Ceará tem logística. Quando geografia vira ativo econômico O Ceará ocupa uma posição estratégica privilegiada no mapa mundial. Está mais próximo da Europa do que os grandes polos exportadores do Sul e Sudeste. Isso reduz: O Porto do Pecém consolida esse diferencial: No comércio internacional, tempo é margem. E margem define competitividade. O potencial das cadeias produtivas cearenses Agora vamos ao que realmente importa: o agro que sai do campo e chega ao mundo. Fruticultura irrigada O Ceará já é referência em frutas tropicais e tem tudo para ampliar presença na Europa: Com o acordo, o diferencial passa a ser: Mais que exportar fruta, o desafio é exportar marca, origem e qualidade. Caju: do símbolo ao produto premium O caju é identidade, cultura e oportunidade econômica.Mas ainda exportamos muito baixo valor agregado. O novo cenário pede: O Ceará pode deixar de ser apenas produtor e se tornar referência global em produtos premium de caju. Algodão e fibras naturais O algodão volta ao radar internacional impulsionado por: O Nordeste — e o Ceará — têm clima, território e capacidade de organização para integrar: É a chance de transformar matéria-prima em cadeia estruturada. Aquicultura e carcinicultura O Ceará já é potência na produção de camarão.A Europa é mercado consumidor exigente — e pagador. Com logística adequada e acordos comerciais: Aqui, o agro encontra o mar e vira desenvolvimento regional. O que está em jogo não é só exportar mais — é crescer melhor O acordo Mercosul–União Europeia abre portas, mas não faz o dever de casa sozinho. O Ceará precisa: O Sertão deixa de ser visto como limite e passa a ser plataforma de crescimento, renda e prosperidade. Reflexão final da Marketeira do Agro O mundo está se reorganizando.O comércio global está mudando.E o Ceará tem tudo para deixar de ser coadjuvante e assumir o protagonismo. Não é só sobre exportar.É sobre elevar o patamar do nosso agro e do nosso território. Porque quando a logística encontra vocação produtiva,o agro vira futuro.E o Ceará vira rota. Vamos pra cima!
Proteína de inseto: guia para ração com menos custo
Proteína de inseto entrou no radar da nutrição animal após registros e avanços regulatórios que ampliam o espaço de ingredientes alternativos no Brasil. O movimento pode influenciar, no médio prazo, decisões de formulação em cadeias intensivas como aves, suínos e peixes, onde custo e previsibilidade de insumos pesam na competitividade. Esse avanço ocorre em um cenário de busca por eficiência e diversificação de matérias-primas. Ao mesmo tempo, a adoção depende de escala, preço e padronização industrial. Por isso, o impacto tende a ser gradual, com testes, validações e ajustes antes de ganhar volume relevante no mercado. O que o registro sinaliza para a indústria de rações A regulamentação do setor já prevê regras e listas de matérias-primas autorizadas para uso na alimentação animal. Entre os marcos, está a Instrução Normativa nº 110, que publica a lista de ingredientes e veículos aprovados, com atualizações periódicas. Além disso, o Ministério da Agricultura dispõe de orientações específicas para processamento e regularização de produtos à base de insetos destinados à alimentação animal. Essas diretrizes tratam de registro, fiscalização, rotulagem e trânsito, reforçando a necessidade de padronização e controle sanitário ao longo do processo. Na prática, o registro reduz incerteza regulatória para quem pretende produzir e comercializar proteína de inseto no país. Com regras mais claras, cresce a previsibilidade para investimento industrial, parcerias e testes com fabricantes de ração. Proteína de inseto e os efeitos na formulação de aves, suínos e peixes Proteína de inseto pode ampliar o leque de ingredientes disponíveis para formular rações, mas o efeito real depende do custo final e da consistência de fornecimento. Em sistemas intensivos, pequenas variações no preço e na disponibilidade podem mudar estratégias de compra e composição nutricional. Por isso, a adoção tende a começar em nichos e linhas específicas, com foco em performance e estabilidade, antes de disputar volume com insumos tradicionais. Além disso, a entrada de um novo ingrediente costuma exigir validações técnicas, padronização de lotes e compatibilidade com práticas industriais existentes. Notícias recentes apontam que empresas vêm buscando certificações e registros para operar nesse segmento, incluindo iniciativas baseadas na mosca-soldado-negra para produzir proteína destinada à alimentação animal. Oportunidade de inovação e limites do impacto no curto prazo O avanço de alternativas como proteína de inseto abre uma oportunidade de inovação industrial no Brasil. Esse caminho pode estimular novas plantas, tecnologia de processamento e desenvolvimento de produtos voltados para cadeias que demandam alto volume e regularidade. Ainda assim, é cedo para projetar mudanças amplas em preços globais ou efeito direto em referências internacionais de commodities. O ritmo de adoção costuma ser definido por escala produtiva, competitividade de preço e aceitação do mercado comprador. Nesse contexto, o tema entra no radar como tendência de “novos insumos”. O setor acompanha de perto porque qualquer ingrediente que ganhe escala pode aliviar, mesmo que de forma marginal, a pressão sobre matérias-primas tradicionais, dependendo do preço e da capacidade de entrega contínua.
Sementes Hora de Plantar: guia para retirar sem atraso
Sementes Hora de Plantar começam a ser entregues em Catarina com regra de retirada por senha e autorização. A medida organiza o atendimento e orienta o produtor sobre horário e documentação. Assim, a distribuição tende a ocorrer com mais fluidez em um período sensível para o plantio. Retirada por senha e autorização define o fluxo A Prefeitura informou que a entrega aos cadastrados será iniciada na terça-feira (20/01). O atendimento ocorre das 8h às 12h. O produtor deve apresentar CPF e comparecer à Secretaria de Agricultura ou à Ematerce. Os dois serviços funcionam no mesmo prédio, no bairro Três Poderes. No local, será emitido um documento de autorização. Esse documento é exigido para retirar as sementes. A retirada ocorre no depósito da Prefeitura, na rua Paulo Nogueira, no bairro Vila Nova. A gestão municipal também definiu limite diário de atendimento. Serão entregues 100 senhas por dia. A regra busca evitar filas longas e reduzir o risco de desencontro de informações. Onde e quando retirar as sementes em Catarina O fluxo divulgado separa duas etapas. Primeiro, o produtor recebe a autorização na Secretaria de Agricultura ou na Ematerce. Em seguida, retira as sementes no depósito da Prefeitura. A orientação central é respeitar o horário de atendimento e manter a documentação em mãos. Além do atendimento na sede, haverá entrega em outra localidade. Na sexta-feira (23/01), pela manhã, está prevista entrega de sementes na Vila São Gonçalo. A ação atende agricultores da vila e de outras regiões. Esse formato tende a reduzir deslocamentos desnecessários. Também facilita o atendimento de quem está mais distante do centro. Ao mesmo tempo, mantém a lógica de organização por controle de atendimento. Por que o calendário do plantio torna a entrega estratégica A entrega de Sementes Hora de Plantar ocorre em um período em que tempo e logística pesam. Quando a janela de plantio é curta, atrasos podem gerar perdas de oportunidade. Por isso, a orientação por horários e senhas ajuda o produtor a se programar. Em anos de chuvas irregulares, o ritmo do campo muda rapidamente. O produtor tenta aproveitar os momentos de umidade no solo. Assim, receber sementes no tempo certo aumenta a chance de plantio dentro da melhor condição disponível. A regra operacional também fortalece a coordenação entre os elos locais. A comunicação entre Prefeitura, Secretaria e Ematerce reduz ruídos. Com isso, a entrega tende a ser mais previsível para quem depende do calendário agrícola.
Tecnologia de microfiltração revoluciona água de coco
Microfiltração da água de coco é a tecnologia que promete transformar a forma como a bebida é produzida no Brasil. O avanço, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Sococo, melhora a qualidade e aumenta o prazo de validade sem alterar o sabor natural. O impacto já movimenta produtores e empresas da cadeia da cocoicultura. Microfiltração da água de coco avança na indústria A microfiltração surge como alternativa moderna aos métodos térmicos tradicionais. Antes dela, processos como pasteurização e ultrapasteurização dominavam o mercado. Essas técnicas prolongavam a vida útil da bebida, mas modificavam aroma e sabor. Com a nova tecnologia, o processo ocorre a frio. Isso reduz o crescimento microbiano e mantém características sensoriais semelhantes à bebida recém-aberta do fruto. Além disso, o método remove impurezas e micro-organismos sem comprometer o valor nutritivo. Como resultado, a indústria passa a oferecer um produto mais estável, limpo e com maior padronização. A chegada dessa inovação representa um marco para empresas que buscam agregar valor e competir com mercados internacionais. Desenvolvimento científico amplia as possibilidades da cadeia O avanço da microfiltração resulta de mais de duas décadas de pesquisa. A Embrapa iniciou os estudos ainda nos anos 2000, testando métodos de conservação e alternativas ao uso de conservantes. Projetos com FINEP, Banco do Nordeste, Sebrae e parceiros da fruticultura impulsionaram a evolução tecnológica. O desenvolvimento atingiu maturidade após pesquisas com cajuína microfiltrada, hoje consolidada no varejo nacional. A partir dessa experiência, pesquisadores identificaram o potencial de aplicar a técnica ao coco. Com o retorno das pesquisas ao Brasil, a Sococo avaliou o protótipo e confirmou a viabilidade industrial. A tecnologia permite maior prazo de prateleira — atualmente 60 dias — e tende a alcançar resultados ainda melhores conforme novos estudos avançam. Impacto econômico e novas oportunidades para produtores O impacto para a cocoicultura é significativo. A microfiltração abre espaço para que produtores rurais agreguem valor à produção, reduzam perdas e ampliem mercados. O processo transforma um fruto pesado, com grande volume de resíduo, em um produto de alto valor comercial. Além disso, a tecnologia favorece economia circular. As cascas descartadas voltam ao campo como adubo natural, reduzindo custos e estimulando sustentabilidade na produção. Com maior qualidade, transparência e estabilidade, a água de coco microfiltrada desperta interesse de mercados externos. O produto cristalino e de sabor preservado atende exigências de consumidores europeus. Assim, a inovação fortalece o posicionamento global da cocoicultura brasileira. A microfiltração da água de coco marca uma mudança relevante para a indústria. A tecnologia melhora qualidade, amplia a vida útil e fortalece o potencial de exportação. Além disso, estimula inovação na cadeia produtiva e cria novas oportunidades para produtores rurais. O avanço consolida o Brasil como referência no desenvolvimento de soluções para a cocoicultura.