O Sebrae preparou um documento para explicar sobre a substituição dos tributos, período de transição e as novas regras do Simples Nacional A Reforma Tributária dará início, nos próximos anos, a uma das maiores mudanças já realizadas no sistema de impostos do Brasil. A proposta altera a forma de cobrança dos tributos sobre consumo e impacta diretamente empresas de todos os portes, incluindo os pequenos negócios. A partir do próximo ano, os empreendedores já começam a conviver com ajustes operacionais, como a inclusão de novos campos nas notas fiscais, referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Para ajudar os empresários a entenderem as mudanças, o Sebrae preparou um material explicativo sobre a Reforma Tributária, detalhando como o novo modelo funciona e quais serão os impactos práticos para os pequenos negócios. A orientação é que os empreendedores se preparem desde já, buscando capacitação e planejamento, especialmente em conjunto com seus contadores, para evitar dificuldades durante o período de transição. A principal mudança da Reforma é a substituição de cinco tributos atuais (ICMS, ISS, PIS, Cofins e parte do IPI) por dois novos impostos. O IBS será de competência estadual e municipal e substituirá o ICMS e o ISS. Já a CBS será federal e assumirá o lugar do PIS, da Cofins e de parte do IPI. Juntos, os dois formam o chamado Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A implementação do novo sistema será gradual. O ano de 2026 será destinado a testes, com alíquotas simbólicas. Em setembro desse mesmo ano, as empresas optantes pelo Simples Nacional deverão escolher como farão o recolhimento do IBS e da CBS no primeiro semestre de 2027. A cobrança efetiva da CBS começa em 2027, substituindo o PIS e a Cofins. Já a partir de 2029, o IBS passa a substituir o ICMS e o ISS, com a transição completa prevista para 2033, quando os tributos antigos serão totalmente extintos. Apesar das mudanças, o Simples Nacional será mantido. A novidade é que as empresas enquadradas nesse regime poderão optar por recolher o IBS e a CBS dentro das tabelas do Simples ou pelo regime regular, fora do sistema simplificado. A escolha deverá levar em conta o perfil de cada negócio, o tipo de atividade exercida e a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários. Para o microempreendedor individual (MEI), não haverá alterações, permanecendo com valores fixos mensais e sem impactos diretos da Reforma. Outro ponto central da nova tributação é a ampliação do direito a créditos tributários, o que evita a cobrança de imposto em cascata ao longo da cadeia produtiva. A alíquota total estimada do IVA deve variar entre 26% e 28%, com tratamento diferenciado para setores considerados essenciais. Áreas como saúde e educação terão redução de 60% na alíquota, enquanto produtos da cesta básica terão tributação zerada. Com a entrada gradual da Reforma Tributária, o Sebrae/CE em parceria com outros estados, realizará, no próximo dia 29, uma transmissão ao vivo reforçando a importância de os pequenos negócios se prepararem com antecedência. A inscrição é gratuita. Ao se inscrever, você ganha acesso imediato ao e-book “Reforma Tributária e os Pequenos Negócios”, com dicas práticas para se preparar para acompanhar a live e para as mudanças em 2026.
Agenda LIDER Ceará: como fortalecer o agro nas regiões
Construída de forma colaborativa, a iniciativa mobiliza lideranças para incentivar o desenvolvimento nas regiões produtivas A Agenda LIDER Ceará vem se desenvolvendo e ampliando o fortalecimento do agronegócio e a dinamização da economia em todo o estado, a partir de uma construção coletiva que envolve lideranças do setor empresarial, do poder público e da sociedade civil organizada. A iniciativa estimula a articulação regional para transformar as vocações produtivas em oportunidades de desenvolvimento sustentável. Resultado de um processo colaborativo que se estende por aproximadamente um ano e meio, a Agenda LIDER promove encontros periódicos entre lideranças locais, criando um ambiente de confiança, cooperação e planejamento. Nesse percurso, são identificadas as principais necessidades de cada território, definidos eixos prioritários e estabelecidas metas capazes de impulsionar o desenvolvimento regional, sempre com o incentivo à formação de parcerias entre instituições públicas e privadas. As onze regiões do Ceará já foram contempladas com a Agenda LIDER, com foco no fortalecimento dos pequenos negócios, na dinamização da economia e na melhoria das condições de vida e trabalho da população. Em diversas dessas regiões, o agronegócio foi apontado como um dos eixos centrais para o desenvolvimento dos territórios. No Centro-Sul, a Agenda de Desenvolvimento tem como objetivo contribuir para a construção de um território inovador e empreendedor até 2034. As ações propostas estão diretamente ligadas às vocações locais, com destaque para a bovinocultura, a fruticultura, a piscicultura e a apicultura, atividades que estruturam a base econômica da região. Na Serra da Ibiapaba, a Agenda LIDER direciona esforços para o fortalecimento dos setores produtivos, com ênfase especial no agronegócio, reconhecendo o potencial agrícola do território e sua importância para a geração de emprego, renda e valor agregado. Já no Maciço de Baturité, as lideranças elegeram como prioridades estratégicas a fabricação de produtos alimentícios e o desenvolvimento do agro, com foco em cadeias como café, banana, caju, apicultura e hortifruticultura. No Sertão Central, o agronegócio também figura como um dos eixos prioritários para a transformação da realidade regional. Nesse contexto, a Agenda LIDER destaca a necessidade de integrar o desenvolvimento produtivo às práticas sustentáveis, garantindo crescimento econômico com responsabilidade ambiental e social. Nas regiões do Sertão de Crateús e dos Inhamuns, a Agenda LIDER tem como foco desenvolver e fortalecer o agronegócio em bases sustentáveis, com destaque para as cadeias da apicultura e da ovinocaprinocultura. Além disso, busca fomentar a ampliação da infraestrutura necessária para potencializar a capacidade produtiva e competitiva da região. No Vale do Jaguaribe, a Agenda LIDER orienta suas ações para o desenvolvimento da produção e da competitividade agropecuária, reconhecendo o papel estratégico do território no cenário agrícola do Ceará. Ao longo de todo esse processo, o Sebrae/CE exerce o papel de articulador, facilitador e indutor do desenvolvimento regional. A instituição atua no apoio técnico às lideranças, na mediação entre os diferentes atores do território e na orientação para a construção de agendas alinhadas às vocações locais. Com foco no fortalecimento dos pequenos negócios, o Sebrae/CE contribui para fortalecer as cadeias produtivas em todas as regiões contempladas pela Agenda LIDER.
Mercosul–UE: acordo comercial é fechado com cotas e salvaguardas para produtos do agro
Após décadas de negociação, Mercosul e União Europeia fecharam um acordo comercial que combina redução ampla de tarifas com cotas rígidas e salvaguardas específicas para produtos agropecuários. A nova estrutura tarifária cria uma abertura gradual, mas condicionada a limites de volume e mecanismos de proteção para produção europeia. Segundo o documento, setores como carne bovina, etanol, açúcar e aves serão beneficiados com acesso ampliado, porém sob um regime de cotas que restringe a expansão imediata das exportações. Ao mesmo tempo, a UE reforça exigências de conformidade ambiental e sanitária, estabelecendo novos padrões que os exportadores do Mercosul precisarão atender para manter competitividade. Especialistas avaliam que o acordo pode criar um vetor de oportunidade no médio prazo para o Brasil, mas com desafios operacionais. As cotas e salvaguardas tendem a aumentar a disputa por qualidade, rastreabilidade e valor agregado entre os países do bloco, pressionando cadeias produtivas a elevar padrões tecnológicos e ambientais. Por que importa Apesar de não representar uma abertura plena, o acordo reposiciona o Mercosul no eixo comercial global e pode fortalecer cadeias agroexportadoras brasileiras — desde que sejam atendidos critérios ambientais, sanitários e de rastreabilidade, cada vez mais centrais no mercado europeu. Fonte: Le Monde Link: inserir o link oficial da matéria
Projeto Halal Ceará: guia para exportar com menos risco
Projeto Halal Ceará começa a ser estruturado como uma estratégia para levar carne de ovinos e caprinos do Estado ao mercado halal. A iniciativa será apresentada na Gulfood 2026, feira internacional de alimentos e bebidas que ocorre entre 26 e 30 de janeiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O plano mira países de maioria muçulmana e exige mudanças práticas na cadeia produtiva. A proposta é coordenada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE). Além disso, envolve parcerias com entidades do setor e instituições de pesquisa e ensino. O objetivo é adequar a produção local às exigências religiosas e técnicas relacionadas ao padrão halal. Projeto Halal Ceará e a nova régua de exigências para o produtor A entrada no mercado halal depende de critérios específicos. Por isso, o Projeto Halal Ceará tende a elevar a régua de padronização e controle do campo ao abate. Esse movimento aumenta a necessidade de alinhamento entre produtores, assistência técnica e estruturas industriais. Na prática, o projeto aponta para uma cadeia mais organizada. Isso inclui atenção ao manejo, à rastreabilidade e à consistência do produto final. Além disso, reforça a importância de capacitação e padronização do rebanho para atender requisitos de compradores internacionais. O foco em ovinos e caprinos está ligado à tradição da atividade no interior do Estado, especialmente no semiárido. Com isso, a agenda pode ganhar tração regional se houver coordenação entre oferta, escala e qualidade. Da fazenda ao frigorífico: certificação e infraestrutura entram no centro Para transformar intenção em embarque, o caminho passa por infraestrutura. O Projeto Halal Ceará prevê ações que conectam base produtiva, frigorificação e logística. Esse encadeamento é decisivo para reduzir ruídos e evitar gargalos. Entre os pontos esperados estão a implantação de frigoríficos especializados e o avanço de processos de certificação halal. Esses passos dependem de governança, padronização e integração entre diferentes elos. Além disso, exigem previsibilidade para que o investimento faça sentido. Outro ponto é a logística. Exportar exige planejamento e rotas claras. Por isso, a estrutura do projeto tende a pressionar por organização do fluxo, desde a origem até a entrega, com controles que sustentem a reputação do produto no destino. Por que a Gulfood 2026 pode acelerar o interesse pelo semiárido A Gulfood 2026 funciona como vitrine para negócios e parcerias internacionais. Nesse contexto, a apresentação do Projeto Halal Ceará sinaliza intenção de posicionamento do Estado em mercados de maioria muçulmana, com foco inicial em carne de ovinos e caprinos. Esse tipo de agenda costuma gerar efeitos indiretos. A cadeia local passa a olhar para requisitos de mercado com mais atenção. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por escala, regularidade e padronização. Com isso, o semiárido pode entrar no radar de investimentos se a cadeia conseguir entregar consistência. O movimento também amplia a necessidade de articulação entre setor público, entidades e produtores. Quando a exigência aumenta, a coordenação vira parte do produto. Ainda assim, o potencial só se confirma se houver avanço prático em certificação, infraestrutura e capacidade de oferta. O Projeto Halal Ceará reforça uma tendência de mercado: vender para fora exige organização por dentro. A proposta coloca ovinos e caprinos no centro de uma estratégia de acesso a novos destinos. Ao mesmo tempo, deixa claro que a oportunidade depende de padronização, certificação e estrutura ao longo de toda a cadeia.