INTRODUÇÃO Os cosméticos de mel ganham espaço no mercado brasileiro e movimentam a cadeia da apicultura com inovação, tecnologia e produtos de alto valor agregado. O setor cresce no Ceará e abre novas oportunidades para produtores que buscam verticalizar a atividade e atender às demandas de um público cada vez mais interessado em cosméticos naturais. Cosméticos de mel transformam a cadeia produtiva Os cosméticos de mel surgem como alternativa de diversificação para apicultores e empreendedores do sertão. A produção utiliza matéria-prima selecionada, manejo orgânico e práticas sustentáveis compatíveis com o bioma da Caatinga. Esse cuidado garante um produto final diferenciado, capaz de competir em mercados nacionais e internacionais. A proposta de agregar valor ao mel atende à necessidade de fortalecer a renda de pequenos produtores, que enfrentam oscilações de preços no mercado tradicional. O setor também se beneficia do crescente interesse global por itens naturais e com rastreabilidade. Assim, a verticalização da produção torna-se estratégica para ampliar a competitividade. Inovação amplia portfólio e qualifica o mercado A indústria tem avançado no desenvolvimento de novos itens baseados no mel e em derivados, como própolis, cera e pólen. Entre os produtos já disponíveis estão shampoo sólido, condicionador, espuma de limpeza, hidratantes e gloss labial. As formulações incluem ainda leite de cabra e mel de melipona, conhecido pela alta qualidade. O crescimento do segmento foi impulsionado por pesquisas, testes laboratoriais e parcerias com instituições como o Instituto Federal do Ceará (IFCE). Esses estudos evidenciam os benefícios do mel para a pele e o couro cabeludo. As propriedades incluem hidratação profunda, atividade cicatrizante, estímulo ao colágeno e ação antibacteriana. Além disso, os produtos contam com registro na Anvisa, o que reforça segurança, rastreabilidade e conformidade com padrões regulatórios. Impacto econômico e potencial de expansão A expansão dos cosméticos à base de mel fortalece o empreendedorismo rural no sertão. O setor cria novas oportunidades de negócio, estimula a inovação e amplia o valor econômico da apicultura, tradicionalmente concentrada na produção de mel in natura. O Ceará se destaca pela qualidade da matéria-prima e pela capacidade de escalar produtos voltados a nichos de mercado. A busca por cosméticos naturais cresceu após a pandemia, impulsionando marcas que investem em sustentabilidade e ciência. O interesse internacional amplia as possibilidades de exportação e posiciona o estado como referência no setor. CONCLUSÃO A produção de cosméticos à base de mel demonstra o potencial de inovação presente na apicultura cearense. A combinação entre sustentabilidade, pesquisa científica e empreendedorismo fortalece a cadeia produtiva e revela novas oportunidades econômicas para o sertão. O avanço do setor indica que produtos naturais, certificados e de origem sustentável devem ocupar espaço cada vez maior no mercado de beleza.
Carne bovina no Vietnã: país habilita novos frigoríficos brasileiros
INTRODUÇÃO A carne bovina Vietnã ganhou novo impulso no mercado internacional com a habilitação de mais quatro frigoríficos brasileiros. A decisão amplia a oferta nacional para um país que tem elevado o consumo de proteína animal e reforça o avanço das relações bilaterais. Expansão da carne bovina Vietnã As autoridades sanitárias vietnamitas concluíram a análise técnica dos dossiês apresentados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A aprovação confirma o cumprimento das exigências sanitárias e de inocuidade estabelecidas pelo país asiático. Os novos frigoríficos habilitados estão em Rondônia, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Eles se somam aos quatro já aprovados anteriormente, localizados em Goiás e Mato Grosso. Com isso, o Brasil chega a oito unidades autorizadas a exportar carne bovina com osso e desossada ao Vietnã. Habilitações dobram a oferta brasileira O mercado vietnamita foi aberto em 2025, após décadas de negociações. A missão oficial do governo brasileiro em Hanói consolidou o diálogo bilateral e resultou na autorização inicial para as exportações. Com as novas habilitações, o Brasil dobra sua capacidade de fornecimento ao Vietnã. O movimento ocorre em um cenário de crescimento acelerado da demanda vietnamita por proteína animal, o que reforça a relevância estratégica da presença brasileira. Impacto econômico e fortalecimento sanitário A expansão das exportações de carne para o Vietnã é resultado de articulação técnica e diplomática. O processo reforça a confiança do país asiático na inspeção sanitária brasileira, considerada robusta e alinhada aos padrões internacionais. O Ministério da Agricultura e Pecuária continuará trabalhando para ampliar o número de plantas habilitadas. A estratégia envolve diversificação de mercados, segurança sanitária e valorização da qualidade dos produtos brasileiros. CONCLUSÃO A habilitação de novos frigoríficos para exportar ao Vietnã consolida o Brasil como fornecedor relevante de proteína bovina no mercado asiático. O avanço fortalece a cadeia produtiva nacional, amplia oportunidades econômicas e aprofunda a cooperação entre os dois países.
Fertilizantes no Nordeste retomam produção e ampliam oferta
INTRODUÇÃO Os fertilizantes no Nordeste voltam a ser produzidos em larga escala com a retomada das fábricas de nitrogenados da Petrobras na Bahia e em Sergipe. As operações reforçam a oferta interna de ureia, amônia e Arla 32, reduzindo a dependência externa em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Produção de fertilizantes no Nordeste é retomada A retomada das unidades marca uma nova fase para o setor. Em Sergipe, a fábrica reiniciou a produção de amônia no fim de dezembro e passou a produzir ureia no início de janeiro. Na Bahia, a planta concluiu a manutenção e avança no processo de comissionamento, com expectativa de iniciar a produção ainda neste mês. As duas plantas receberam R$ 76 milhões em investimentos iniciais. A reativação já gera 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos, promovendo impacto imediato na economia regional. Capacidade produtiva reforça autonomia nacional As fábricas ampliam a oferta interna de insumos essenciais ao agronegócio. A unidade de Sergipe, instalada em Laranjeiras, tem capacidade de produzir 1.800 toneladas diárias de ureia, o equivalente a 7% do mercado nacional. A fábrica da Bahia, situada em Camaçari, pode produzir 1.300 toneladas por dia, representando 5% da demanda brasileira. A operação baiana inclui ainda os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu. Com a retomada das duas unidades e a atuação da Araucária Nitrogenados, no Paraná, a Petrobras passará a atender 20% de toda a demanda nacional de ureia. A expectativa da companhia é alcançar 35% com a conclusão de uma nova planta no Mato Grosso do Sul. Impacto no agronegócio e na matriz industrial O aumento da produção de nitrogenados reforça a segurança do abastecimento interno. A ureia será destinada tanto ao uso agrícola quanto à alimentação de ruminantes. Outros setores também se beneficiam, como as indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose. A produção de Arla 32 contribui para reduzir emissões veiculares e fortalecer políticas ambientais. Segundo a Petrobras, a retomada reduz a dependência externa, amplia a oferta de insumos essenciais e melhora a alocação do gás natural utilizado como matéria-prima, elevando o valor agregado para a indústria e para o agronegócio. CONCLUSÃO A retomada das unidades de fertilizantes amplia a capacidade nacional, reforça a competitividade do agronegócio e reduz a vulnerabilidade externa. O movimento consolida um avanço estratégico para o Nordeste e para o país, com impactos diretos na cadeia produtiva, na geração de empregos e na segurança do abastecimento.