Distribuição começa pelo interior e segue até 31 de janeiro Sementes Hora de Plantar começaram a ser entregues para agricultores familiares nas regiões do Cariri, Centro Sul, Serra da Ibiapaba e Maciço de Baturité. A ação integra o calendário da safra 2025/2026 no Ceará. Além disso, o cronograma prevê expansão para outras áreas do estado nas semanas seguintes. A entrega deve alcançar mais regiões, como Inhamuns, Região Norte, Sertão de Crateús, Sertão Central, Litoral Leste, Vale do Jaguaribe e Região Metropolitana. O encerramento está previsto até 31 de janeiro. Para a safra 25/26, o investimento informado é de R$ 36 milhões. Sementes Hora de Plantar ampliam o alcance da safra 25/26 A expectativa da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) é atender mais de 180 mil agricultores familiares. O atendimento deve ocorrer em 182 municípios do Ceará, com exceção de Fortaleza e Eusébio. Com isso, o programa reforça o foco na produção rural em escala estadual. Na 39ª edição, a lista de insumos contempla sementes e mudas para diferentes necessidades produtivas. Entre os itens previstos estão sementes de feijão, milho híbrido, milho variedade, sorgo forrageiro e algodão. Também há previsão de capim massai e mombaça, além de maniva e raquetes de palma forrageira. Variedade de insumos atende lavouras e pecuária familiar O volume anunciado inclui 130 toneladas de feijão e 2,5 mil toneladas de milho híbrido. Além disso, estão previstas 540 toneladas de milho variedade e 250 toneladas de sorgo forrageiro. Para o algodão, a distribuição citada é de 15 toneladas, junto de 14 mil litros de biodefensivos voltados para a cultura. O pacote também inclui apoio à diversificação e recomposição vegetal. Estão previstas 408 mil mudas de cajueiro anão. Além disso, o plano cita mudas de aroeira e de sabiá, bem como 6 mil m³ de maniva. Já a palma forrageira aparece com previsão de 6 milhões de raquetes, o que fortalece sistemas alimentares para animais em áreas com maior risco de estiagem. Política pública busca renda e segurança alimentar no campo O Projeto Hora de Plantar é apresentado como instrumento de aumento de produtividade. Por consequência, o objetivo descrito é reforçar renda e segurança alimentar para famílias no meio rural. O financiamento é atribuído ao Governo do Ceará, com recursos do Tesouro Estadual. Desde 2021, o projeto passou a ser uma Política Pública de Estado, conforme referência à Lei Ordinária nº 17.534. A medida consolida a continuidade do programa ao longo dos anos. Além disso, a assistência técnica e a operacionalização ficam sob responsabilidade da Ematerce, em parceria com secretarias e sindicatos municipais. A distribuição de sementes Hora de Plantar para a safra 2025/2026 inicia por quatro regiões e avança para todo o Ceará até o fim de janeiro. O conjunto de sementes, mudas e insumos amplia as opções produtivas e reforça o planejamento da agricultura familiar. Ao mesmo tempo, a execução com assistência técnica busca sustentar ganhos de produtividade e estabilidade no campo.
Agroamigo melhoramento genético acelera rebanho em AL
Crédito rural amplia produtividade na agricultura familiar Agroamigo melhoramento genético tem ampliado o acesso de pequenos produtores rurais de Alagoas a tecnologias que elevam eficiência no campo. A iniciativa é conduzida pelo Banco do Nordeste (BNB) por meio do programa de microfinança rural. Com isso, práticas antes concentradas em médios e grandes criadores passam a fazer parte da rotina de propriedades familiares. O foco está em decisões de manejo e investimento que aumentam produtividade e reduzem custos. Além do crédito, a orientação técnica influencia a escolha de animais e insumos. Assim, o produtor passa a planejar melhor a produção e a comercialização. Agroamigo melhoramento genético e a mudança no modo de produzir O avanço do Agroamigo melhoramento genético ocorre com financiamentos voltados à qualificação do rebanho. Isso inclui compra de matrizes superiores, reprodutores puros de origem e, em alguns casos, embriões selecionados. O programa também contempla itens como ração balanceada e adequações de estrutura, quando necessárias para melhorar resultados. Esse movimento altera a lógica produtiva da agricultura familiar. Um rebanho mais eficiente pode exigir menos espaço e menos ração por litro produzido ou por animal comercializado. Por consequência, o retorno financeiro tende a ser maior quando o investimento é direcionado para desempenho comprovado. Para o BNB, o Agroamigo melhoramento genético também fortalece a competitividade regional. Ao elevar a produtividade, a propriedade reduz vulnerabilidades. Além disso, ganha previsibilidade para organizar compras, ciclos produtivos e metas de venda. Caso em Palmeira dos Índios mostra ganho de escala Entre os exemplos de resultado prático, está a produtora Simone Ferreira, de Palmeira dos Índios. Ela atua na criação de suínos há mais de uma década. Com financiamento via Pronaf Mulher no Plano Safra, foram adquiridas cinco matrizes suínas e um reprodutor puros de origem. O investimento incluiu melhorias de estrutura. Houve reforma da pocilga e implantação de um hectare de pastagem natural. Segundo o relato apresentado, a produtividade cresceu 60%. Esse avanço ampliou a capacidade de comercialização e trouxe mais segurança para o planejamento das vendas. Nesse cenário, o Agroamigo melhoramento genético aparece como alavanca de profissionalização. A tecnologia aplicada ao rebanho reduz improvisos e melhora a padronização do produto. Como resultado, a propriedade se posiciona melhor para atender compradores e manter regularidade de oferta. Limites de crédito e orientação técnica ampliam competitividade A gerente estadual do Agroamigo em Alagoas, Russana Melo, associa o melhoramento genético a uma mudança estrutural. Segundo a avaliação apresentada, a adoção dessas práticas chegou aos pequenos produtores por meio da atuação técnica dos agentes de crédito. A orientação busca evitar compras sem impacto produtivo e priorizar desempenho. O raciocínio é direto: um animal melhorado significa mais produtividade e menor custo por unidade produzida. Na prática, menos matrizes podem gerar mais volume, com menor consumo de ração e menor demanda por área. Esse tipo de eficiência tende a refletir na renda, sobretudo em propriedades com recursos limitados. Além disso, o Agroamigo melhoramento genético ganha força com o novo Plano Safra. Produtores enquadrados no Pronaf B passaram a contar com limite de crédito ampliado para R$ 20 mil, segundo as informações do programa. A atualização aumenta a capacidade de investimento em genética, manejo e infraestrutura. Assim, mais famílias podem adotar ações que sustentam produtividade e estabilidade. Ao final, o Agroamigo melhoramento genético se consolida como estratégia de desenvolvimento produtivo. Quando o crédito é acompanhado de orientação, o investimento tende a ser mais eficiente. E, com isso, a agricultura familiar amplia resultado econômico e fortalece a permanência no campo. O avanço do Agroamigo melhoramento genético em Alagoas indica uma transição para um modelo mais técnico e produtivo na agricultura familiar. A combinação de crédito, orientação e investimento direcionado melhora desempenho do rebanho e reduz desperdícios. Com maior eficiência, a propriedade ganha previsibilidade, amplia renda e aumenta competitividade em mercados formais.
Afinador de sanfona preserva tradição e som do forró
Afinador de sanfona mantém viva a trilha sonora do sertão Afinador de sanfona é a profissão que sustenta, em silêncio, o som que move o Sertão Nordestino. O trabalho exige técnica, paciência e, sobretudo, ouvido apurado. Por isso, cada forró bem tocado passa antes pelas mãos de quem ajusta notas, corrige diferenças e devolve precisão ao instrumento. No sertão, a sanfona carrega memória. Ela atravessa gerações, embala histórias de família e marca festas, encontros e celebrações. Nesse cenário, o afinador de sanfona ocupa um lugar essencial. Ele garante que a emoção chegue limpa, sem ruídos, do teclado ao coração. Afinador de sanfona e a herança musical de família Afinador de sanfona, muitas vezes, nasce dentro de uma tradição. O aprendizado pode começar em casa, entre avôs, pais e parentes que tocam e cuidam do instrumento. Com o tempo, a convivência com o acordeon vira rotina. O som entra no dia a dia e vira parte da identidade. Em algumas famílias, a sanfona começa em modelos antigos, como o instrumento de oito baixos. Depois, evolui para versões cromáticas e mais modernas. Ainda assim, a essência permanece. A música segue como elo entre gerações, enquanto o cuidado com o instrumento se torna compromisso. Além de tocar, muitos sanfoneiros também consertam. Quando a manutenção vira ofício, o afinador surge como guardião dessa herança. Assim, o que era tradição doméstica se transforma em serviço cultural e técnico para toda uma região. Técnica, ouvido e precisão na afinação do acordeon A afinação de uma sanfona depende de ouvido treinado e percepção fina. Mesmo com ferramentas de referência, como o diapasão ou softwares, o ajuste final precisa considerar acordes e harmonia. Por isso, o trabalho não se resume a “bater nota”. Ele exige casar terças, quartas e quintas, além de equilibrar o teclado inteiro. A sanfona também pede sensibilidade musical. O instrumento pode soar como um conjunto completo quando está bem ajustado. Em mãos experientes, ele transita do forró aos clássicos e ganha nuances que lembram uma orquestra. No entanto, esse resultado depende da base: uma afinação correta, pensada para o ouvido humano, não apenas para o afinador eletrônico. Há ainda um desafio adicional. O clima interfere diretamente no instrumento. Em regiões litorâneas, a umidade acelera a oxidação das lâminas de aço e pode comprometer a afinação em pouco tempo. Por isso, manutenção frequente é parte da realidade de muitos músicos. Um ofício que movimenta cultura, memória e identidade regional O trabalho do afinador de sanfona vai além do reparo. Ele sustenta um patrimônio cultural que identifica o Nordeste. Quando a sanfona está em alta em eventos, festas e encontros, existe uma cadeia invisível que mantém esse som possível. A rotina também é minuciosa. Em peças pequenas, como gaitas e palhetas, qualquer excesso pode danificar o conjunto. Assim, o processo exige cuidado para remover e ajustar material aos poucos. O resultado, no entanto, aparece na reação de quem recebe o instrumento pronto. O elogio do músico é parte do reconhecimento de um serviço que raramente aparece, mas sempre é sentido. Com décadas de atuação, afinadores acumulam histórias com artistas, sanfoneiros e apresentações. Esse contato reforça a dimensão do ofício. A cada instrumento recuperado, mantém-se viva uma parte do repertório e da memória coletiva do sertão. Afinador de sanfona é um personagem central na cultura nordestina, mesmo sem estar sob os holofotes. O trabalho preserva tradição, garante precisão musical e protege a identidade de um povo que se reconhece no som do forró. Ao manter cada nota no lugar, o afinador sustenta a trilha sonora do sertão e reforça que cultura também se conserva com técnica, paciência e dedicação. Assista a matéria completa abaixo: https://youtu.be/nROY12XaUi0