Serra da Ibiapaba consolida protagonismo agrícola Batata-doce São Benedito volta ao centro do agro nacional após dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, apontarem o município como líder individual do país em 2024. O resultado reforça o peso da Serra da Ibiapaba no abastecimento. Além disso, amplia a atenção sobre logística, mercado e planejamento para a cadeia cearense. A marca de batata-doce São Benedito foi estimada em 107 mil toneladas em 2024, mantendo a liderança nacional registrada desde 2018, segundo recortes divulgados com base na PAM/IBGE. O desempenho destaca a força produtiva de um único município em uma cultura de grande consumo interno. Batata-doce São Benedito e a força do polo regional No Ceará, o protagonismo se concentra na Serra da Ibiapaba. A combinação de clima e características de solo favorece a produção e sustenta um polo agrícola com alcance estadual e nacional. Além de São Benedito, outros municípios da Ibiapaba aparecem com relevância no ranking nacional da batata-doce, com destaque para Guaraciaba do Norte e Ibiapina entre os maiores produtores. Esse agrupamento regional indica especialização produtiva e aumenta a importância do planejamento conjunto, sobretudo para calendário de colheita e escoamento. Ranking nacional amplia atenção para logística e mercado Por isso, o desempenho da serra tende a influenciar preço e disponibilidade em mercados consumidores. Oscilações de demanda e gargalos de transporte podem afetar a rentabilidade com rapidez. Ainda assim, a concentração produtiva também facilita ações de assistência técnica, padronização e negociação em escala. Como base técnica, a PAM do IBGE reúne informações anuais por municípios e orienta análises sobre área, produção e valor. Assim, os números ajudam cooperativas, compradores e produtores a calibrar metas e investimentos com mais previsibilidade. O que muda para o agro cearense a partir desse resultado A liderança de batata-doce São Benedito amplia oportunidades para agregar valor no pós-colheita. O cenário favorece medidas como melhoria de classificação do produto, padronização de embalagens e expansão de canais com varejo e atacado. Além disso, abre espaço para iniciativas de processamento e derivados, quando houver estrutura e demanda. Ao mesmo tempo, o resultado aumenta a necessidade de gestão de risco. Em anos de maior calor e irregularidade de chuvas, cresce a pressão sobre irrigação e manejo no Ceará. Portanto, decisões sobre eficiência no uso de água, escolha de áreas e escalonamento de plantio tendem a pesar no custo final e na produtividade. Próximos passos para manter competitividade A liderança de batata-doce São Benedito confirma a Serra da Ibiapaba como eixo estratégico do agro cearense. O dado fortalece a imagem produtiva do estado e, ao mesmo tempo, reforça a necessidade de organização para reduzir perdas e ampliar margem. Com planejamento, a cadeia pode transformar volume em valor e sustentar competitividade ao longo das safras.
Leite artificial de Coelha: Paraná avança em pesquisa
Pesquisa mira reduzir perdas na criação de coelhos Leite artificial de coelha está no centro de uma pesquisa no Paraná que pode mudar a criação de coelhos no Brasil. O estudo avançou após dois anos de testes. Agora, a equipe entra na fase de fabricação experimental. A proposta é reduzir perdas e melhorar a eficiência produtiva. Leite artificial de coelha pode reduzir a mortalidade no desmame A pesquisa parte de um gargalo prático na cunicultura: a mortalidade de filhotes até o desmame. A estimativa é de perdas próximas de 20% até cerca de 40 dias de vida. Esse número diminui o aproveitamento do potencial reprodutivo do animal. Em condições médias, uma coelha pode ter de 10 a 12 filhotes por ninhada, com gestação de aproximadamente 30 dias. Ao longo de um ano, esse ritmo pode resultar em dezenas de animais desmamados. No entanto, ninhadas muito grandes aumentam o risco de subnutrição. Um dos pontos críticos é físico. Há ninhadas com até 16 filhotes, enquanto as fêmeas possuem oito tetas. Isso limita a oferta de leite. Por isso, a suplementação com leite artificial de coelha surge como alternativa para equilibrar a nutrição e reduzir as perdas. Protocolo de ordenha viabiliza análises e abre caminho para a fórmula Para desenvolver uma fórmula, era necessário acessar leite natural em volume suficiente para análises. Esse foi o principal desafio técnico do projeto. Em coelhas, a descida do leite depende do estímulo do filhote. Sem sucção e sinais naturais, o leite não é liberado. Métodos tradicionais citados em literatura internacional não funcionaram no cenário testado. Diante disso, o grupo estruturou um protocolo próprio. A técnica combinou indução hormonal, estímulo natural do filhote e, na sequência, um equipamento de sucção acoplado após a liberação do leite. Com esse avanço, foi possível coletar amostras adequadas para medir lactose, aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas. Esse passo é decisivo para projetar um leite artificial de coelha com composição próxima ao leite materno. Inovação fortalece a cadeia e pode gerar produto inédito no país A pesquisa ocorre na Universidade Estadual de Maringá (UEM), que mantém rebanho de cerca de 600 animais na Fazenda Experimental de Iguatemi, incluindo matrizes e machos. O ambiente permite observação contínua e testes controlados. A expectativa do projeto é dupla. Primeiro, reduzir a mortalidade de láparos com suplementação. Segundo, elevar a eficiência produtiva de um setor que tende a crescer em nichos específicos. Além da carne, a criação gera subprodutos e pode ser realizada em pequenos espaços, com menor demanda de insumos em comparação a outras cadeias. Embora já existam substitutos comerciais em outros mercados, o Brasil não possui formulação disponível. Por isso, a UEM pode abrir caminho para uma produção nacional e até para registro de patente. Os próximos passos incluem formulação final, fabricação experimental e testes de aceitação com filhotes. No recorte regional, o Paraná aparece como um dos estados com destaque no plantel. Estimativas do IBGE citadas na matéria indicam cerca de 33 mil coelhos, colocando o estado entre os maiores do país. Esse cenário ajuda a explicar por que o desenvolvimento do leite artificial de coelha ganha tração no estado. O que o avanço representa para o agro e para a ciência aplicada O avanço da pesquisa no Paraná indica uma nova etapa para a cunicultura brasileira. O protocolo de ordenha criou base técnica para análises e para a construção de uma fórmula inédita no país. Com isso, o leite artificial de coelha tende a se tornar ferramenta estratégica para reduzir perdas no desmame e ampliar a produtividade. Ao mesmo tempo, o projeto reforça a conexão entre ciência aplicada, bem-estar animal e desenvolvimento de cadeias de nicho no agro nacional.
Arbolina na agricultura aumenta vigor e produtividade no Ceará
Arbolina na agricultura leva nanotecnologia ao semiárido Arbolina na agricultura vem ganhando espaço como uma nanotecnologia aplicada para melhorar nutrição, vigor e resistência das plantas. A proposta é unir ciência e campo com uma solução derivada de matéria orgânica, rastreável e com baixo impacto ambiental. Além disso, a tecnologia foi apresentada como alternativa relevante para regiões de pouca chuva, onde eficiência fisiológica e equilíbrio hídrico fazem diferença no resultado da lavoura. A aplicação pode ser foliar, com penetração na folha e estímulo à absorção de luz. Com isso, a planta tende a gerar mais energia e ampliar desenvolvimento. Esse efeito aparece associado ao aumento de folhas, flores e frutos, além de maior tolerância a pragas e doenças. O foco, segundo os responsáveis pela validação, é elevar produtividade e sustentabilidade ao mesmo tempo. Arbolina na agricultura mostra validação com aumento de 20% no melão A validação da arbolina na agricultura foi detalhada com testes em melão iniciados em 2020. O processo começou em casa de vegetação e avançou para campo após observação do vigor em doses específicas. Os resultados relatados apontaram aumento de 20% na produtividade por hectare, com crescimento no peso dos frutos e melhora na vitalidade das plantas. Esse desempenho também foi associado a um possível efeito sobre o balanço hídrico. A leitura apresentada é que a planta pode crescer mais com menor exigência de água, o que se torna estratégico em áreas de seca recorrente. Além disso, o ciclo produtivo com mais folhas e flores tende a sustentar maior formação de frutos, o que impacta diretamente a rentabilidade da cultura. O melão foi citado como exemplo de cenário ideal para observar a tecnologia. A combinação de demanda por produtividade e pressão climática cria um ambiente onde qualquer ganho consistente tem valor econômico. Parcerias com Embrapa ampliam testes e fortalecem pesquisa aplicada O desenvolvimento da arbolina na agricultura foi associado a uma parceria com a Embrapa, com validações e testes no Ceará, incluindo a Embrapa Indústria Tropical. A tecnologia foi mencionada como em avaliação em diferentes cadeias, com produtores parceiros de melão, caju e fruticultura. Além disso, o avanço reforça um modelo de inovação em que soluções criadas em laboratório chegam ao campo com validação prática. Outros resultados também foram citados em diferentes culturas. A tecnologia foi descrita como robusta e com resultados reprodutíveis, o que fortalece confiança para ampliar adoção. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de novas gerações de nanopartículas foi mencionado como parte de uma linha de produtos que atuam como bioestimulantes, com foco em fisiologia vegetal e eficiência produtiva. Esse movimento indica uma mudança na lógica de inovação no agro. Em vez de soluções pontuais, a proposta é criar tecnologias que atuem no metabolismo da planta e melhorem desempenho em diferentes condições de cultivo. Expansão internacional e novas soluções indicam evolução do mercado A arbolina na agricultura também foi associada a um passo de internacionalização, com parceria fechada com empresa na Espanha para exportação. O produto teria passado por testes e validações fora do país, ampliando o alcance da tecnologia. Esse avanço reforça o potencial de soluções brasileiras em mercados que demandam produtividade com menor impacto ambiental. Além disso, foram citadas inovações em desenvolvimento, incluindo um produto desenhado para estimular raízes e perfilhamento, com testes em cana. A leitura apresentada é que o portfólio tende a crescer, com novas soluções chegando ao mercado nos próximos ciclos. Assim, a nanotecnologia entra como ferramenta para apoiar rentabilidade e sustentabilidade, principalmente em áreas com limitação hídrica. O conjunto de resultados reforça uma perspectiva: o semiárido pode ser laboratório vivo de inovação. Quando a ciência resolve problemas reais do campo, a adoção tende a ser mais rápida e consistente. A arbolina na agricultura se apresenta como nanotecnologia aplicada para elevar vigor das plantas, melhorar nutrição e ampliar resistência em cenários de seca. Com validações relatadas no melão e parcerias com instituições de pesquisa, a tecnologia ganha tração no Ceará e aponta potencial para outras culturas. Além disso, a expansão internacional e o desenvolvimento de novos produtos indicam uma tendência de crescimento desse tipo de solução no agro. O impacto esperado é aumento de produtividade com foco em eficiência e sustentabilidade. Assista a matéria completa abaixo: https://youtu.be/VlgVGznxGkc