O queijo cearense ganha destaque no segundo Concurso de Queijos Artesanais e Derivados, realizado durante a EXPOECE 2025, em Quixeramobim. O evento, exibido no programa Da Porteira pra Fora do ATV Portal AgroMais, celebrou a criatividade e o talento dos produtores locais. Com receitas originais e queijos premiados, o concurso reafirma o papel do queijo cearense como símbolo da agricultura familiar e da tradição do sertão. Queijo cearense valoriza tradição e inovação O evento contou com mais de 150 produtos inscritos de cerca de 20 municípios do Ceará, divididos em nove categorias. O número representa um salto expressivo em relação à primeira edição, que teve apenas três categorias e pouco mais de 50 produtos. Segundo os organizadores, o objetivo do concurso é promover e valorizar os queijos artesanais e os derivados do leite produzidos por pequenos agricultores. A iniciativa fortalece o vínculo entre cultura, sabor e identidade regional. “Participar de um concurso como esse é inspirador. A visibilidade aumenta muito e nos motiva a seguir produzindo com qualidade”, afirmou uma das participantes. Produtores do Ceará brilham na EXPOECE Entre os participantes, destaque para os produtores de queijo de cabra, que apresentaram diversas tipologias. Alguns levaram queijos maturados já premiados em outros concursos, além de produtos como coalhada grega e o tradicional Bursan, originalmente feito com leite de vaca, mas adaptado ao leite caprino cearense. Essas inovações mostram como o queijo cearense combina tradição e criatividade, conquistando reconhecimento dentro e fora do estado. O público pôde degustar produtos de alta qualidade e acompanhar a entrega das medalhas, em um clima de celebração e orgulho regional. EXPOECE: vitrine do agronegócio cearense A EXPOECE se consolida como uma grande vitrine do agronegócio do Ceará, reunindo produtores, empreendedores e entusiastas do campo. O evento não apenas estimula a troca de conhecimento, mas também gera visibilidade e oportunidades de negócios para o setor. “Trazer os queijos artesanais para dentro da EXPOECE é um motivo de orgulho. O queijo cearense entra numa nova fase e pode alcançar reconhecimento internacional”, destacou um dos organizadores. Além das competições, o público conheceu novas técnicas de maturação e recebeu orientações sobre boas práticas de produção artesanal. Perspectivas para o queijo cearense O concurso e a visibilidade alcançada reforçam a importância do queijo cearense na economia local. Os produtores esperam expandir a presença nos mercados nacional e internacional, fortalecendo as associações e cooperativas que atuam na cadeia do leite. Com apoio de instituições públicas e privadas, o setor avança para certificações de origem e padrões de qualidade, valorizando ainda mais o produto artesanal do sertão. A cada edição, o evento reafirma que o Ceará tem talento, sabor e tradição suficientes para ocupar um espaço de destaque no mapa dos queijos brasileiros. Assista ao episódio completo no YouTube da TV Portal AgroMais e deixe seu comentário. Sua participação fortalece o agro cearense!
Fávaro e o Plano Clima
O ministro Carlos Fávaro defende cautela no Plano Clima e descarta qualquer decisão “abrupta” ou “impositiva” sobre as metas climáticas do agronegócio. Segundo ele, o governo e o setor produtivo estão próximos de um consenso, mas o anúncio deve ocorrer após a COP30. Durante entrevista, Fávaro afirmou que não faz sentido antecipar uma decisão política em um tema técnico. “Se não for anunciado agora, pode sair nos próximos dias ou meses”, afirmou o ministro. Fávaro busca consenso no Plano Clima De acordo com Fávaro, o principal impasse do Plano Clima está na metodologia de alocação das emissões setoriais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) propôs incluir emissões de desmatamento rural nas contas da agropecuária. Com essa proposta, o setor passaria a responder por 70% das emissões nacionais, superando a energia. Já o Ministério da Agricultura defende um capítulo específico sobre desmatamento, tratando o tema como transformação do solo. Fávaro reforça que o agronegócio reconhece sua responsabilidade ambiental, mas pede critérios técnicos e justos. “O desmatamento ilegal é caso de polícia. Não pode ser debitado ao produtor que faz tudo certo”, afirmou. Agro brasileiro ganha protagonismo na COP30 Durante a entrevista, Fávaro destacou o protagonismo da agropecuária brasileira na COP30. O evento conta com a presença da Embrapa e da AgriZone, espaço dedicado à ciência e à inovação agrícola. Segundo o ministro, o Brasil é reconhecido pelo modelo produtivo sustentável e pela contribuição científica no combate às mudanças climáticas. “O mundo vê a proatividade do agro brasileiro e o papel da ciência nessa transformação”, ressaltou. Além disso, Fávaro lembrou que o Brasil é referência global em biocombustíveis. O país lidera ações de transição energética limpa, o que reforça seu papel como exemplo internacional de sustentabilidade. Financiamento climático segue desafio global Fávaro também comentou as negociações sobre financiamento climático, tema recorrente nas conferências da ONU. Ele criticou países ricos que não contribuem financeiramente com os fundos climáticos. “Todos gostam dos discursos, mas poucos contribuem com recursos reais. É hora de agir, não apenas falar”, afirmou. O ministro defende que o Brasil faz seu dever de casa, investindo em agricultura de baixo carbono e recuperação de pastagens degradadas. Assim, o país mantém uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Recuperação de pastagens e Caminho Verde Brasil Fávaro destacou o programa Caminho Verde Brasil, que já recuperou 3 milhões de hectares de pastagens degradadas. A meta é restaurar 40 milhões de hectares em dez anos, com apoio de recursos públicos e internacionais. Segundo ele, o país tem tecnologia e capacidade técnica para alcançar o objetivo. O Plano Safra investe R$ 7 bilhões por ano no programa, que conta com apoio da Jica (Japão), Reino Unido e Noruega. “À medida que o mundo demanda mais alimentos e energia, o Brasil acelera a recuperação de áreas. A meta é ambiciosa, mas viável”, destacou. Plano Clima será construído com diálogo O ministro reafirmou que o governo mantém diálogo constante com o setor produtivo sobre o Plano Clima. Segundo ele, o agronegócio tem compromisso com práticas sustentáveis, mas decisões precisam nascer do consenso. “A agropecuária brasileira quer participar da construção do Plano Clima. Este é um governo de diálogo, e será assim até o fim”, concluiu Fávaro. O anúncio oficial deve ocorrer somente após a COP30, para garantir alinhamento técnico e político entre todos os envolvidos.
EUA Reduzem Tarifas Agrícolas
Os EUA reduzem tarifas agrícolas e criam novas oportunidades para exportações do Ceará. A decisão, assinada pelo presidente Donald Trump, contempla produtos como café, carne bovina, manga, banana, coco, castanha e açaí. A medida pode representar um alívio imediato para as cadeias produtivas do Nordeste, especialmente se o Brasil estiver entre os países beneficiados. Com isso, o setor exportador volta a enxergar perspectivas de crescimento. EUA reduzem tarifas agrícolas e reacendem otimismo Embora o anúncio seja positivo, ainda há dúvidas sobre o alcance da medida. O decreto não detalha se a redução cobre apenas os 10% estabelecidos em abril ou também a sobretaxa de 40% aplicada em agosto. Além disso, falta clareza sobre quais países serão incluídos. Para Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Internacionais, o cenário pode reativar contratos e impulsionar exportações em grandes cadeias. “São indústrias gigantes, que movimentam bilhões nos EUA. O clima era de sepultamento. Agora muda tudo”, afirma o especialista. Com o sinal verde, empresas com cargas prontas para embarque já se movimentam. Segundo Fernandes, o momento exige agilidade logística e negociações rápidas para aproveitar as novas janelas comerciais. Ceará pode destravar exportações de frutas tropicais A inclusão das frutas tropicais na lista de produtos beneficiados é crucial para o Ceará. Atualmente, 95% da manga exportada pelo estado têm como destino o mercado norte-americano. Essa abertura pode impulsionar o setor e evitar a paralisação de fábricas de coco. Fernandes destaca que o impacto social também é relevante. “A manga é vital para o Ceará. E o coco evita férias coletivas em indústrias que empregam mais de mil pessoas. Para o estado, isso salva empregos.” Além disso, frutas como mamão, abacaxi, banana, açaí e laranja também estão na lista, o que fortalece toda a fruticultura nordestina. Dessa forma, o Ceará ganha fôlego e retoma o protagonismo nas exportações agrícolas. Impacto positivo, mas ainda limitado Mesmo com o avanço, setores estratégicos do Ceará continuam fora da redução tarifária. Pescado, mel e calçados seguem com tarifas elevadas e dependem fortemente do mercado americano. Fernandes avalia que o impacto, embora importante, ainda é restrito. “É um grande fôlego, mas não muda o quadro geral. Se pescado, mel e calçados entrarem, aí sim o cenário se transforma.” Agora, o setor exportador cearense aguarda a publicação dos detalhes técnicos do decreto. As empresas querem calcular os efeitos práticos sobre contratos, custos e planejamento logístico. Assim, poderão avaliar o verdadeiro alcance da medida para o comércio exterior brasileiro.