A sazonalidade do camarão representa um grande desafio para os produtores cearenses. Contudo, com manejo eficiente e estratégias inteligentes, é possível manter a produtividade e reduzir prejuízos. A sazonalidade do camarão impacta diretamente o consumo e o crescimento, exigindo planejamento detalhado. O impacto da sazonalidade na produção de camarão Primeiramente, o Ceará lidera a produção nacional, respondendo por mais de 50% do cultivo brasileiro. Entretanto, os períodos frios afetam a alimentação dos animais e reduzem a demanda. Além disso, os produtores enfrentam custos maiores, menor crescimento dos camarões e desafios logísticos. Por isso, compreender esse cenário é essencial para adotar medidas que diminuam as perdas. Estratégias de manejo para reduzir impactos Logo após entender os efeitos, o produtor deve aplicar técnicas de manejo. Reduzir a densidade dos viveiros, por exemplo, gera economia de ração e energia sem comprometer a saúde dos animais. Além disso, manter um histórico atualizado de salinidade, oxigenação e temperatura auxilia na tomada de decisões. Portanto, analisar os ciclos anteriores permite identificar períodos críticos e agir com antecedência. Tecnologia como aliada da carcinicultura Da mesma forma, a tecnologia é fundamental para enfrentar desafios. Em épocas de doenças, como mancha branca, evitar trocas de água reduz o estresse dos animais e protege o plantel. Por outro lado, o uso de aeração, calcário e monitoramento digital aumenta a segurança da produção. Assim, integrar inovação e práticas tradicionais torna a atividade mais estável e sustentável. Manejo da ração e redução de custos Do mesmo modo, a ração merece atenção especial, já que representa até 60% dos custos de produção. Controlar o arraçoamento de forma precisa evita desperdícios e aumenta a rentabilidade. Portanto, investir em treinamento da equipe é decisivo. Bandejas de alimentação em número adequado ajudam a acompanhar o consumo e indicam rapidamente possíveis problemas no viveiro. Capacitação como ferramenta para superar a sazonalidade Por fim, a capacitação fortalece o setor. A Embrapa, por meio da plataforma E-Campo, oferece cursos gratuitos e online sobre manejo e boas práticas. Acesse a plataforma oficial aqui. Além disso, eventos como a Expotama e encontros do movimento EPROS do Vale do Jaguaribe possibilitam troca de experiências e estimulam soluções coletivas para os produtores. Conclusão: construindo soluções para o futuro Em resumo, superar a sazonalidade do camarão depende de planejamento, manejo inteligente, tecnologia e capacitação. Assim, o Ceará mantém sua liderança nacional e garante sustentabilidade ao setor. 👉 Assista ao programa completo no canal da TV Portal AgroMais no YouTube e comente como a sazonalidade afeta sua produção.
JP Lácteos Jaguaretama
História de superação no sertão Portanto, a trajetória da JP Lácteos Jaguaretama prova que o sertão pode ser sinônimo de prosperidade. Em 2009, um casal iniciou um pequeno negócio comprando uma fábrica desativada. O começo foi modesto: apenas 57 litros de leite processados no primeiro dia com três funcionários. Contudo, o projeto cresceu rapidamente. Hoje, a empresa processa mais de 10 mil litros de leite diariamente, gera empregos e fortalece mais de 60 produtores locais. Crescimento sustentável da JP Lácteos Assim, a expansão da JP Lácteos Jaguaretama revela a importância da dedicação e da visão empreendedora. A antiga queijeira com capacidade de 2 mil litros passou por reformas e agora produz até 15 mil litros de leite por dia. Além disso, a conquista do selo de inspeção consolidou a marca como referência no mercado de lácteos no Ceará. Esse marco trouxe mais credibilidade, ampliando a visibilidade regional. Paixão pelo queijo e pela comunidade Portanto, a sócia da empresa transformou a relação com o campo. Antes sem contato com o meio rural, descobriu no queijo uma verdadeira paixão. Hoje, os produtores locais são tratados como parte da família. Do mesmo modo, a ligação com Jaguaretama fortaleceu o propósito da marca. Produzir alimentos deixou de ser apenas uma atividade econômica e tornou-se um estilo de vida repleto de propósito e dedicação. Impacto positivo para o sertão Consequentemente, a JP Lácteos Jaguaretama não apenas produz queijos. A empresa impulsiona a economia local, gera 12 empregos diretos e cria oportunidades para dezenas de famílias. Cada encontro com produtores demonstra esse compromisso comunitário. Além disso, os sonhos seguem maiores. A empresa deseja levar seus produtos para o Brasil, transformando o leite sertanejo em referência nacional de sabor e qualidade. O futuro da JP Lácteos Enfim, a história da JP Lácteos Jaguaretama inspira outros empreendedores rurais. O casal mostrou que é possível unir tradição, inovação e coragem para gerar impacto positivo. Portanto, cada queijo produzido carrega mais do que sabor. Ele simboliza o amor pela terra e a força de um sertão que prospera. Assista à história completa Finalmente, acompanhar o programa Sertão Nosso permite conhecer de perto essa trajetória inspiradora. 👉 Assista ao vídeo completo no canal da TV Portal AgroMais no YouTube, curta, comente e compartilhe essa história de superação.
Projetos de carbono estruturam agro
Projetos de carbono e nova economia Atualmente, os projetos de carbono se consolidam como pilares da nova economia do agronegócio. Eles unem tecnologia, ciência e parcerias para medir e compensar emissões. Assim, produtores rurais encontram alternativas para adotar práticas regenerativas e acessar mercados que exigem rastreabilidade e comprovação de sustentabilidade. Agricultura regenerativa ganha protagonismo Nesse cenário, a COP30, que será realizada em Belém em 2025, dará destaque à agricultura regenerativa e ao papel do Brasil na transição para modelos de baixo carbono. Portanto, cresce a atenção internacional para o potencial do agro brasileiro na geração de créditos de carbono e na produção sustentável. Ao mesmo tempo, aumenta a demanda por sistemas de mensuração e transparência no uso do solo. Tecnologias ampliam confiabilidade Por consequência, laboratórios como o IBRA Megalab investem em metodologias avançadas. O instituto utiliza técnicas como combustão seca, modelagem climática e análises digitais para medir carbono no solo. Com isso, gera dados comparáveis em nível internacional e aumenta a credibilidade dos créditos. Em parceria com a Embrapa, desenvolveu tecnologias que aceleram análises e garantem qualidade nas informações para o mercado global de carbono. Projetos de carbono no Brasil Em território nacional, o IBRA Megalab participa de programas como ProCarbono (Bayer), Renove (Minerva Foods), Agoro Carbon Alliance e Renova Terra. Além disso, apoia iniciativas da International Finance Corporation (IFC) e desenvolvedores independentes em diferentes biomas. Essa atuação conecta ciência, agronegócio e sustentabilidade em uma agenda de baixo carbono. Solo como protagonista Da mesma forma, a qualidade do solo é essencial nos projetos de carbono. Solos ricos em matéria orgânica armazenam mais carbono e reduzem emissões de gases de efeito estufa. Assim, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos aumentam a fertilidade e o sequestro de carbono, fortalecendo a rastreabilidade. Benefícios econômicos e ambientais Além da redução de emissões, práticas regenerativas diminuem custos com insumos químicos e tornam as lavouras mais resistentes a eventos climáticos. Dessa forma, agricultores acessam novos mercados e consumidores alinhados à economia verde. Portanto, os projetos de carbono fortalecem tanto a competitividade quanto a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Brasil como referência global Consequentemente, o Brasil reúne vantagens estratégicas. Condições de solo, clima e escala produtiva favorecem a liderança no fornecimento de alimentos e créditos de carbono certificados. O avanço da agricultura regenerativa pode consolidar o país como protagonista na transição climática global. Perspectivas futuras do agro verde Por fim, os projetos de carbono estruturam a base de uma nova economia no campo. Eles unem inovação, dados rastreáveis e práticas regenerativas, oferecendo segurança aos mercados e renda ao produtor. Assim, o agronegócio brasileiro se posiciona como referência mundial em sustentabilidade.
Produtores de leite protestam
Queda no preço do leite preocupa Atualmente, os produtores de leite do Ceará enfrentam um dos maiores desafios da última década. Em 2025, a redução acumulada de R$ 0,30 por litro já compromete a renda de milhares de famílias. Com esse cenário, o setor rural alerta para risco de êxodo e organiza protesto contra a indústria. Impacto direto na economia local De imediato, a queda no preço gera forte retração em municípios como Quixeramobim e no Vale do Jaguaribe. Só em Quixeramobim, polo leiteiro do Estado, circulam R$ 2,2 milhões a menos todo mês. Além disso, supermercados, farmácias, postos de combustíveis e lojas agropecuárias sentem a diminuição da atividade. Consumidor não percebe redução Entretanto, os produtores afirmam que a baixa no preço não chegou ao consumidor final. Nas prateleiras, o litro do leite integral segue custando em média R$ 6,20. Dessa forma, a percepção é de que parte da cadeia captura ganhos desproporcionais, enquanto os criadores acumulam perdas. Pequenos produtores são os mais afetados Portanto, os maiores prejudicados são os pequenos produtores de leite, que representam 80% a 90% da atividade no Ceará. Sem escala para competir, eles ficam mais vulneráveis. Muitos já cogitam abandonar o campo e migrar para cidades próximas, colocando em risco a sucessão familiar e a continuidade da pecuária leiteira. Reivindicações dos produtores de leite Diante dessa realidade, a categoria reivindica a reposição dos valores reduzidos em 2025 e a criação de um preço mínimo de R$ 2,25 por litro. Além disso, pedem adoção do índice Cepea como referência no Estado e maior transparência na formação dos preços. Também exigem um programa de bonificação justo, que valorize qualidade do leite entregue, não apenas volume. Políticas de incentivo questionadas Historicamente, políticas de incentivo favoreceram apenas grandes produtores. Mesmo fornecendo leite de qualidade, os pequenos ficam de fora dos benefícios. Por esse motivo, a mobilização deste ano ganha força e busca corrigir distorções históricas. Protesto em Morada Nova Nesse contexto, a manifestação está marcada para sábado, 30 de agosto, em frente à sede da Alvoar Lácteos, em Morada Nova. A indústria, que concentra as compras de leite no Estado, é alvo principal das críticas. O ato pretende sensibilizar consumidores, autoridades e a própria empresa sobre a importância de condições mínimas para a sobrevivência da atividade. Risco de esvaziamento do setor Sem medidas concretas, os produtores alertam para o risco de esvaziamento de uma das cadeias rurais mais tradicionais do Ceará. Consequentemente, a economia local sofrerá perdas irreparáveis e milhares de famílias perderão sua principal fonte de sustento. Perspectivas futuras para a pecuária leiteira Com o movimento, a expectativa é abrir espaço para diálogo entre indústria, governo e setor produtivo. Somente com regras claras e políticas de valorização, o leite poderá continuar sendo motor econômico e social no interior do Ceará.