A tecnologia no semiárido tem ganhado força com soluções práticas e acessíveis desenvolvidas por instituições como o IFCE – Campus Boa Viagem. No PEC Nordeste 2025, tecnologias de baixo custo e alto impacto mostram como o sertão nordestino pode se tornar referência em inovação no agro. Inovação transforma o semiárido Antes de tudo, é preciso destacar o foco na agricultura familiar. O IFCE criou ferramentas tecnológicas pensadas para quem vive da produção rural, especialmente no semiárido. Logo, produtores poderão acessar sistemas gratuitos de gestão para ovinos e caprinos. Esses sistemas permitem acompanhar a evolução do rebanho, planejar a alimentação e reduzir custos com mais eficiência. Soluções para o agro familiar Além disso, o evento apresentou o Projeto Leite do Futuro, que utiliza sensores em tanques de resfriamento de leite. O monitoramento em tempo real aumenta a qualidade e o valor do produto. Da mesma forma, os visitantes conheceram uma estação meteorológica de baixíssimo custo. Ela mede umidade do solo, temperatura, vento e ainda oferece dados sobre o conforto térmico animal. Tecnologia com suporte e capacitação Por outro lado, não basta oferecer tecnologia sem orientação. Pensando nisso, o IFCE capacita os produtores no uso das ferramentas digitais. Inclusive, durante o PEC Nordeste, equipes do IFCE mostraram como utilizar os sistemas de forma prática. Todos os sistemas são gratuitos e acessíveis via navegador. Impacto direto no campo Além das soluções apresentadas, o laboratório de bromatologia do campus oferece análises nutricionais e dietas personalizadas. Isso ajuda o produtor a melhorar o desempenho dos animais com custo reduzido. Com isso, a tecnologia no semiárido se torna uma aliada poderosa do produtor nordestino. Veja tudo isso no YouTube Assista ao programa completo no canal da TV Portal AgroMais.Comente lá o que mais chamou sua atenção!Clique aqui e assista agora
Panorama da Produção de Camarão no Ceará
O Ceará é líder da carcinicultura brasileira, responsável por 47% da produção de camarão em 2021. Em dez anos, a atividade cresceu 271%, transformando áreas improdutivas em polos produtivos e sustentáveis. A cadeia gera milhares de empregos diretos e indiretos, reforçando seu papel estratégico no agronegócio e na inclusão social.
Seminário Fortalece Aquicultura Cearense
De 27 a 29 de agosto, o município de Morada Nova, no Ceará, se tornará palco do IV Seminário de Biossegurança das Cadeias Produtivas Aquícola e Pesqueira, reunindo especialistas, produtores, pesquisadores e representantes do setor. O evento acontece no IFCE – Campus Morada Nova e promete ser um marco no debate sobre inovação, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia aquícola.
Embargo carne de frango
O embargo carne de frango imposto ao Brasil no Chile e na Arábia Saudita caiu oficialmente nesta segunda-feira (25), segundo anúncio do Ministério da Agricultura. A decisão representa um alívio para a indústria avícola, que vinha enfrentando barreiras comerciais devido a um foco de gripe aviária já solucionado no primeiro semestre. Chile e Arábia Saudita retiram restrições Assim, Chile e Arábia Saudita retomaram a importação da proteína brasileira. A medida reforça a confiança internacional na segurança sanitária do setor e ajuda a recuperar o fluxo comercial. Além deles, Namíbia e Macedônia do Norte também suspenderam as restrições, fortalecendo a retomada das exportações brasileiras. Além disso, o Ministério destacou que o setor já conta com pelo menos 17 países que normalizaram o comércio, incluindo África do Sul, Coreia do Sul, México e Rússia. Peso da Arábia Saudita nas exportações Portanto, o fim do embargo carne de frango pela Arábia Saudita é extremamente relevante. O país árabe responde por cerca de 11% das exportações nacionais e ocupa a posição de segundo maior importador do frango brasileiro. Já o Chile mantém participação expressiva entre os destinos tradicionais da proteína, garantindo maior estabilidade para os produtores. Mercados que mantêm restrições Contudo, permanecem com embargo total importantes mercados como China e União Europeia, além de Malásia, Canadá, Paquistão e Timor-Leste. Juntos, os nove países que suspenderam importações chegaram a representar US$ 3,26 bilhões em exportações anuais. Nesse sentido, a retomada parcial já traz alívio, mas a pressão continua sobre os dois principais destinos, cuja liberação pode acelerar ainda mais a recuperação do setor. Contexto da gripe aviária Por consequência, o embargo teve origem no primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, registrado no Rio Grande do Sul em 2024. Apesar da rápida contenção, o episódio levou o governo a decretar estado de emergência zoossanitária. Mesmo com as perdas, o Brasil exportou 5,163 milhões de toneladas de carne de frango em 2024. Conclusão Portanto, a retirada do embargo carne de frango no Chile e na Arábia Saudita confirma o reconhecimento da eficiência sanitária brasileira. A decisão fortalece a imagem do país como um dos maiores exportadores mundiais e abre caminho para novas negociações com mercados ainda fechados.
Agro Ceará enfrenta tarifaço
O Agro Ceará projeta vender 600 toneladas de pescado e água de coco ao Governo do Estado como resposta imediata ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. Governo do Ceará compra pescado e água de coco Assim, a proposta prevê a aquisição de 300 toneladas de pescado e 300 toneladas de água de coco de empresas exportadoras. Dessa forma, a medida integra o pacote anunciado pelo Governo em 21 de agosto. Além disso, a ação também contempla crédito de exportação, redução de encargos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) e subvenção econômica para manter negócios ativos com os EUA. Impactos do tarifaço no Agro Ceará Por consequência, o setor de agronegócio se tornou um dos mais prejudicados. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, reforça a importância da continuidade das exportações. Segundo ele, perder o mercado americano seria arriscado. Portanto, garantir apoio governamental imediato significa proteger a renda de centenas de produtores cearenses. Produtos afetados pelas tarifas Nesse contexto, os principais impactos recaem sobre cadeias produtivas de mel, cera de carnaúba, castanha de caju, pescado e água de coco. Em relação ao pescado, espécies como pargo e cioba são as mais exportadas para os Estados Unidos. Contudo, a alta de 50% nas tarifas compromete a competitividade. A estratégia de compra direta surge como alternativa para evitar demissões e assegurar preços justos aos produtores locais. Preço da água de coco no mercado interno Dessa forma, surgiram especulações sobre queda nos preços da água de coco no mercado interno. Entretanto, Silveira descarta a hipótese, alertando que isso comprometeria pequenos produtores. Assim, a prioridade é manter equilíbrio no valor de venda, sem permitir que empresas reduzam preços de forma artificial apenas para escoar o produto excedente. Encontro do setor de leite em Quixadá Paralelamente, a XIX edição do Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel) será realizada de 11 a 13 de setembro, em Quixadá. Com isso, a expectativa é movimentar entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões, reunindo mais de 8 mil visitantes. O evento destaca a importância da inovação e da capacitação para pequenos produtores. Conclusão Portanto, o pacote de medidas demonstra que o Agro Ceará está determinado a enfrentar o tarifaço. A venda de pescado e água de coco fortalece a economia local e mantém vivas as exportações estratégicas do Estado.