A Expo Itaitinga 2025 impulsiona o desenvolvimento regional e fortalece a agricultura familiar, reunindo pequenos, médios e grandes produtores em um evento completo. A frase-chave de foco “Expo Itaitinga” representa um dos maiores eventos agropecuários do Ceará. Em sua quarta edição, a Expo Itaitinga integrou exposição agropecuária, esporte, lazer e negócios. A feira mostrou o protagonismo do homem e da mulher do campo com ações voltadas à economia local, sustentabilidade e inovação. Expo Itaitinga fortalece o agro local Desde o início do evento, ficou claro que o objetivo era promover inclusão e desenvolvimento. Com mais de 150 animais avaliados e vistoriados, o evento garantiu segurança sanitária e alto padrão técnico. Além disso, houve a participação de órgãos como a ADAGRI, a Secretaria de Pesca e instituições como o SENAI e a FAEC. Como resultado, produtores de diferentes portes tiveram acesso a oportunidades de capacitação, parcerias e exposição de seus produtos. O evento também contou com provas esportivas, concursos leiteiros e apresentações culturais, reforçando o papel do agro como vetor de desenvolvimento econômico e social. Parcerias e inclusão marcaram a edição 2025 A Expo Itaitinga foi promovida pela Prefeitura de Itaitinga, por meio da Secretaria de Agricultura, Cultura e Turismo, com apoio da gestão Marquinho Tavares e Celso Rodrigues. Com 30 estandes e dezenas de iniciativas, a feira evidenciou a força da agricultura familiar e o envolvimento da comunidade. Além disso, o destaque para o Ranch Sorting e para a feira de artesanato trouxe entretenimento para toda a família. Outro ponto relevante foi a presença da Carreta do Agro, que ofereceu oficinas técnicas, como a de produção de queijo e derivados do leite, impulsionando a qualificação de produtores. Agro, cultura e desenvolvimento no mesmo espaço Sobretudo, o evento demonstrou como o agro vai além da produção: ele conecta tradição, tecnologia e gente. A apresentadora Jakeline Diógenes, do programa Ser- tão Nosso da TV Portal AgroMais, destacou o papel da comunicação em amplificar a voz dos produtores. A cobertura completa do evento está disponível no canal da TV no YouTube. Por fim, a Expo Itaitinga mostrou que o agro cearense tem identidade, potência e futuro. A cada edição, a feira cresce e gera impactos reais no território, sendo referência para outros municípios. Assista agora ao programa completo sobre a Expo Itaitinga na TV Portal AgroMais Comente e compartilhe sua opinião com a gente por lá!
Impacto do tarifaço de Trump no Agro brasileiro
O impacto do tarifaço de Trump no Agro brasileiro já provoca fortes impactos no agronegócio brasileiro. Com a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos como carne bovina, suco de laranja, café e etanol, as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos enfrentam um momento de tensão e reestruturação. De acordo com especialistas do setor, o tarifaço de Trump representa um desafio logístico e financeiro significativo. A alta repentina nos custos de exportação afeta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros, gerando consequências para toda a cadeia produtiva. Exportações ameaçadas pelo tarifaço Desde o anúncio da medida, empresas exportadoras e produtores rurais têm buscado alternativas para minimizar os prejuízos. A taxa extra, que passa a valer a partir de 1º de agosto de 2025, já influenciou contratos, preços futuros e decisões logísticas. Além disso, a limitação no acesso ao mercado norte-americano pode gerar excesso de oferta interna. Como resultado, os preços pagos aos produtores tendem a cair, afetando diretamente a renda de pequenos e médios empreendedores do campo. Consequências para o consumidor americano Enquanto o Brasil revisa sua estratégia comercial, os Estados Unidos também enfrentam efeitos colaterais. Produtos essenciais como suco de laranja e café já registram aumento de preços no varejo americano. Estudos internacionais apontam que, ao encarecer alimentos básicos, o tarifaço pode pressionar a inflação nos EUA, principalmente entre os consumidores mais sensíveis a variações de preço. Reação do Brasil e alternativas em negociação Em resposta ao tarifaço de Trump, o governo brasileiro anunciou que avalia medidas de reciprocidade e busca diálogo diplomático para preservar setores estratégicos. Paralelamente, há um movimento de diversificação dos mercados de destino, com foco em países asiáticos e do Oriente Médio. Órgãos representativos do setor produtivo também atuam para garantir que as exportações afetadas possam encontrar novos canais de comercialização com rapidez e eficiência. Caminhos para superar o impacto Apesar do impacto inicial, especialistas afirmam que o Brasil tem potencial para superar essa crise por meio de inovação, fortalecimento da cadeia logística e ampliação de acordos comerciais. Também há uma expectativa de que a pressão do mercado interno norte-americano leve a uma reavaliação da medida tarifária no médio prazo. Assim, o setor agropecuário segue mobilizado para proteger seus ativos e garantir sua presença nos mercados internacionais, mesmo diante de novas barreiras econômicas.
O protagonismo do Sebrae na agroindústria do Centro-Sul
A agroindústria do Centro-Sul do Ceará está passando por uma transformação estratégica impulsionada pela atuação do Sebrae Ceará. Mais do que produzir alimentos, os empreendedores locais estão construindo marcas regionais com identidade, qualidade e valor agregado. O protagonismo do Sebrae na agroindústria do Centro-Sul Desde 2022, o Escritório Regional do Sebrae Centro-Sul, sediado em Iguatu, tem articulado ações para fortalecer a agroindústria do Centro-Sul. A região, conhecida por sua forte vocação para a bovinocultura de leite, apicultura e fruticultura, agora começa a se destacar também pelo beneficiamento e comercialização de produtos com origem certificada. Nesse contexto, o Sebrae identificou a falta de identidade territorial nos produtos e iniciou um trabalho focado na formalização, certificação e marketing. Como resultado, o número de agroindústrias atendidas subiu de 3 para mais de 20 em dois anos. Quatro delas já operam com o Selo de Inspeção Estadual (SIE) definitivo, enquanto outras seguem em processo de adequação. Rota Viva: uma vitrine para o valor local Uma das iniciativas de maior impacto tem sido o projeto Rota Viva, que mapeia e conecta empreendimentos que agregam valor à produção regional. O portal digital do projeto funciona como uma vitrine para produtos típicos da agroindústria do Centro-Sul, como queijos condimentados, mel com hortelã e doces de leite com café. Além disso, o projeto incentiva práticas sustentáveis, governança local e geração de valor coletivo. Com isso, pequenos produtores ganham visibilidade e conseguem acessar mercados mais exigentes com competitividade. Casos de sucesso fortalecem a identidade territorial O caso da Flora Pura Mel é um exemplo simbólico. Após fechar as portas durante a pandemia, a empresa foi reestruturada com apoio técnico do Sebrae. Obteve o SIF, organizou sua gestão e conquistou novos mercados. A empresa foi até selecionada para representar o Brasil em eventos internacionais de empreendedorismo feminino. Esse tipo de sucesso mostra que a agroindústria do Centro-Sul pode ser uma referência não só no Ceará, mas também no cenário nacional e internacional. Conclusão: um novo ciclo para o agro cearense Com iniciativas como a Rota Viva e o apoio direto aos empreendedores, o Sebrae tem fortalecido o ecossistema agroindustrial da região. Hoje, o Centro-Sul do Ceará já exporta não só seus produtos, mas também sua identidade e sua forma de fazer negócio com inovação e propósito.
Relevânia e cuidados necessários nas vendas em cartão de crédito para o comércio varejista
Acompanhar o movimento das vendas do seu comércio, é de suma importância para entender que pontos precisam ser melhorados e como os melhorar. As empresas não podem apenas ficar reféns do acaso, elas precisam sempre estar se observando, e analisando o mercado, para tomar medidas de correção de rumo, se assim for preciso. Hoje vamos discutir um pouco, sobre a forma de venda em cartão de crédito. Entender como ela se encaixa em nossos custos, e quais benefícios ela pode nos trazer para a nossa operação. Conforme uma pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada em 02 de outubro de 2023 apontou que, quase 90% do varejo realizou vendas parceladas sem juros no cartão de crédito. Tal pesquisa usou um amostra com 6000 empresas de vários segmentos e portes do varejo, espalhadas nas mais de 26 capitais e no Distrito Federal. Mais de 1 milhão de estabelecimentos do varejo, o que representa 47,1% do setor, tem até metade das vendas faturadas dessa forma, volume correspondente a quase R$ 1,5 trilhão. Para 29,3% dos varejistas, as vendas no parcelado sem juros representam entre 50% e 80% do faturamento, o que chega a R$ 929 bilhões por ano. E para outros 13,2%, a fatia de vendas parceladas é superior a 80%, o que representa R$ 418 bilhões anuais. “A pesquisa mostra a relevância do parcelamento nas vendas do comércio e a consolidação do cartão de crédito como um condicionante do consumo nos últimos anos”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Nesse sentido, Tadros aponta a importância de se discutir a limitação dos juros no crédito rotativo. “Para a CNC, é necessário encontrar uma solução para racionalizar as taxas de juros exorbitantes, que chegam a impressionantes 440% ao ano, seguindo o modelo implementado no cheque especial no início de 2020”, reforça o presidente da Confederação. Tais números nos expressam o cuidado que o comércio deve ter, tanto na concessão do crédito direto expresso pelo uso de crediário, quanto exprime mais ainda a importância de se utilizar a modalidade de venda cartão de crédito, por tirar o seu risco de inadimplência. Porém o uso da modalidade de vendas em cartão de crédito, expressa alguns cuidados, por parte das empresas, que precisam ser levados em conta na sua gestão. São estes: 1 – Ao fazer sua margem de lucro, não deixe de levar em consideração tudo que lhe é cobrado pela administradora de cartões como: taxa administrativa (para crédito à vista, para crédito parcelado e para débito), aluguel da maquineta e taxa de antecipação (caso sua empresa faça a antecipação dos créditos das vendas); 2 – Os bancos enxergam a venda em cartões, como um verdadeiro tesouro. Por isso, procure saber negociar melhor na hora de pensar em tomar um empréstimo, dando como garantia os seus recebíveis de cartão, pois eles são considerados uma garantia potencialmente interessante; 3 – Faça sempre o comparativo entre as taxas administrativas e os aluguéis de maquinetas, cobradas pelas administradoras de cartões, considerando as categorias: crédito à vista, crédito parcelado e débito. Tais administradoras de cartões, sempre oferecem promoções para atrair seus clientes. Não podemos perder a oportunidade de barganhar preço. Não deixe também, de negociar com seu banco, a possibilidade de redução de tarifas de contas. Pelo fato dos créditos dos seus cartões estarem entrando naquela instituição, isso tem um forte poder de barganha; 4 – Estabeleça na sua tesouraria, uma rotina diária de conciliação das vendas com cartões de crédito. Você precisa ter a certeza de que, tudo que você vendeu no cartão, realmente entrou em sua conta, e se os valores de taxas administrativas cobradas, e que estão deduzidas das suas vendas a receber, estão em conformidade com o que foi acordado. É uma boa opção a venda em cartão, pela segurança no recebimento do crédito e pela comodidade que a mesma traz para o cliente. Porém, vamos tenham cuidado com os custos agregados e não deixem de fazer uma conciliação de recebimentos minuciosa. Sobre o AutorFabiano Mapurunga é Mestre em Administração de Empresas com ênfase em Finanças pela Unifor, Pós-Graduado em Gestão de Negócios pelo INSPER, MBA em Gestão Financeira e Controladoria pela FGV, MBA em Agronegócios pela USP/ Esalq e Graduado em Administração de Empresas pela UFC. Possui experiência de 23 anos na área de Finanças Corporativas. Atualmente trabalha com inovação e consultoria financeira para empresas nacionais, além de se dedicar a novos negócios e investimentos. É professor universitário em cursos de Pós Graduação e autor de vários artigos.